Descarrego



Parece-me  que estão tentando entender uma Senhora sádica com experiência e com gana de sacrificar cadelas que se mostram rebeldes, isso já passou do limite tolerável, eu sei quem sou, e sei como colocar uma coleira, seus vermes, dessa forma, qualquer candidato a rastejar a meus pés, mendigar minha atenção, desejar ser currado severamente por uma inversora com sede de dominar, deve estar apto a ficar de 4 perante mim, eu não vivo de brisa, nem de teoria, eu tenho escravos e candidatos,  portanto não sou eu quem devo me adaptar a suas vontades e críticas, meus animais são vocês que têm que latir muito para poder vir de rastejando implorar minha atenção, sentir o estalar do meu chicote e implorar para darem-se por completo a mim, sua dona e senhora do castelo, portanto, saibam que tudo tem um preço e disso eu não abro mão para ninguém, não sou rica, mas sou poderosa, não tenho posses, mas tenho um macho em mim que dobro qualquer ser inferior que ainda pensa que pode ser homem tenho uma necessidade, de domina-los, de traze-los de 4 para me servir,  currar,  inverter e para isso exijo o mínimo de respeito  a minhas leis ou as sigam ou sigam em frente com outras adestradoras com paciência, pois a minha já terminou.
Por senhora do castelo


Cadelas são cadelas.



Todos sabem que minha prática preferida é a inversão e vira e meche aparecem mulheres implorando para que eu as aceite como escravas. Eu não tenho nada contra, pois em minha concepção, escravos, cadelas ou sub-humanos tem o mesmo tratamento, uso como capacho em que eu piso, cuspo e prendo no canil. Homens são minha preferência, pois a inversão é a prática da humilhação em tornar um macho em uma mulherzinha nas minhas mãos, para serem currados, chicoteados e usados quando, onde e quanto tempo eu desejar.
Quando me perguntam se minha prática não entra a desumanização eu respondo prontamente um grande não, imagine desumanizar uma pessoa e tratá-la como animal? Como um objeto? Nada disso, pois animal a gente cuida, dá carinho e alimento e jamais maltrata, mas meus escravos eu tenho um prazer sádico insaciável de fazê-los sofrerem, de pisar forte e ouvir seus gemidos, de castigá-los, pendurados numa torre enquanto eu durmo e se for acordada por algum desses seres que usam minha coleira, coitados, pois sofrerão a fúria da sua dona empunhando meu chicote e por isso o medo os fazem ficarem quietinhos velando o sono da sua rainha.
Por isso e nesse sentido, eu não chamo de desumanização, já que animal é muito bem tratado e minhas cadelas são literalmente lacerados pelas minhas mãos, xingados até chorarem ou humilhados comendo ração da minha boca enquanto eu tenho uma refeição como deusa tranquilamente. Quem viu um vídeo onde eu realizo um play com um casal de cadelas, viram eu brincando de forma pueril jogando a bolinha para buscarem se arrastando como vermes  chão aos meus pés, mas não viram quando eu os amarrei de mãos unidas para o alto e com meu chicote de várias tiras de couro, comeu suas peles e para humilhar mais eu obrigava a contar cada lambada que eu metia em seus corpos cansados de gatinhar de 4, a posição que jamais deveriam sair. Para meu encanto, quando eu relato essas torturas aparecem mais e mais sub-raças desejando a minha mão pesada nas suas caras e imploram para serem torturados como esse casal de cães sarnentos. Claro que eles dormem no chão gelado e duro enquanto eu descanso meus braços de tanto spank e meu corpo de tanto currar, que prazer.
Como perceberam, a mais nova aquisição do meu canil é fêmea e poderiam falar que não é inversão e que existe algo estranho por ser uma mulher. Não é inversão, realmente, seria pegging com uso de strapon e do mais nada, não vejo a questão de ser mulher ou homem na minha dominação ter alguma conotação de homossexualidade, nem de desumanização, pois quando estão subjugados são meramente seres servis para que eu os use como eu desejar, são escravos sem direitos além do que já foi acordado. Eu sou sádica, sou inversora e mesmo sendo uma mulher, o sadismo fala mais alto e o desejo de tornar uma massa de moldar nas minhas mãos vem além do sexo masculino ou feminino, portanto, não tem nenhuma conotação de lesbianismo, não que eu tenha algo contra, mas é bom frisar que eu não mudei minhas preferências, se é inversão, eu tenho que usar, sim usar mesmo e esse é o termo, usar homens, porque eu os humilho ao ponto de torná-los uma linda mulherzinha que vem beijar meu cacete e lamber minhas mãos como cadelas, mas esse desafio de dominar uma fêmea mostrou a minha disponibilidade de verter no meu chicote alguém do meu sexo e, ai sim, desumanizar, humilhar e ser convertida a um animal comendo nas minhas mãos.

Por Senhora do Castelo

Desumanização - Despersonalização



Dentro do que chamamos de D/s, que se trata de uma prática basicamente mental, psicológica, a busca do submisso é justamente ser desumanizado pelo Top, portanto, exige muita competência desse Top em colocar seu sub em condições desumanas, mas temos que lembrar que temos três aspectos distintos no que se refere a essa modalidade:
1)        Despersonalização, que consiste em mantê-lo como ser humano, mas num patamar de inferioridade em relação a todos e submisso a apenas um como escravo ou submisso. Dessa forma envolve xingamentos como verme, puta, estrupício, imprestável ele sente tesão em ser nomeado como algo sujo, inferior, inútil, ele se despe de sua personalidade e de seus valores para assumir aquele prazer em ser tratado como um pequeno nada. Essas humilhações verbais podem ser aplicadas nas práticas de Servidão doméstica ou servidão consensual, Castidade forcada do submisso, Humilhação erótica e Servidão sexual.
2)        Desumanização que seria tornar o bottom em algo que não é humano, o mais conhecido é justamente o ponyplay ou o petplay. Nesse caso, o sub é tratado como um animal de estimação, dormindo como um animal, comendo no chão, se comportando como animal de 4 patas ou rastejante e o principal e controverso, não verbalizando como humanos, mas somente emitindo sons do bicho que se converteu e para tanto, deve-se atentar muito com o modo de interromper a cena com algum tipo de sinal substituindo o safe Word, já que se ele falar, perde todo o contexto da desumanização.
        3)        Objetificação que seria transformar o submisso em um objeto inanimado, como um descanso para pés (rest feet), mobília, cinzeiro e o que mais eles gostam de ouvir seus Tops chamarem: Capacho. No site “Cantinho da Eve” ela cita a forniphilia o fetiche de mobília, ou furniture fetish em inglês o bottom passa a ser um objeto que terá utilidade para seu Top, não falam e nem se movem, mas não são providas de vida. Logo, toda a ação da mobília vai consistir no Top montando-a. Coisas muito legais é quando sou um rest feet e a domme fala, não está bom, fique mais baixo, mova-se para o lado, enfim, uma mobília que vai se adequar ao conforto do Top ou também o contrário, mesa de centro, por exemplo, onde eu devo ficar absolutamente imóvel e ela colocará copos, pratos e garrafas para uma refeição, me arrumando, organizando para que eu possa sustentar, segurar, equilibrar...
Por Senhora do Castelo.

Refletindo sobre o prazer da dor.



Antes de iniciar meu tour de férias, gostaria de trazer um diálogo entre mim e meu professor que fez indicação do livro Objeto do Prazer do Professor Dr. Osvaldo Rodrigues Jr.
Existe um capítulo sobre sadomasoquismo e esse é o foco de minhas pesquisas teóricas e certamente nada me surpreendeu, além de trazer uma reflexão das minhas aulas teóricas confrontadas com a minha vida prática de mais de 20 anos com meus submissos e, portanto, vamos lá...
Nesse texto, temos a presença de um psicanalista que é um dos que mais pesquisou o sadomasoquismo, não se fala em BDSM, mas está totalmente implícito, nas falas do autor (Rodrigues Jr) nas suas considerações finais e o que me chama para esse debate é o fato do psicanalista Stoller questionar que não existe “instinto de sofrer”, que isso é anti-natural, que não existir uma pulsão sadomasoquista como Freud já abordou exaustivamente em seus textos.
Stoller diz que o indivíduo tem incapacidade de se livrar do trauma infantil que viveu, revivendo-o concretamente, seguindo o pensamento psicanalítico de seu autor de referência Sigmund Freud, já falamos diversas vezes sobre isso aqui nesse blog. Uma questão universal para o homem de buscar entender a razão lógica de alguém se entregar aos prazeres do sadomasoquismo e já debatemos muito quando postei textos da teoria comportamentalista (Behaviorismo) e que a melhor explicação ainda é a de Freud. Dessa forma eu prestei muita atenção nessa colocação, já que ele é freudiano e de certa forma ele está indo contrário ao que o mestre falou e escreveu. Acredito que ainda precisam de muitos mais estudos e mais aprofundamento sobre o assunto para eu poder considerar o que ele disse, já é sabido que o sadomasoquismo ainda faz parte do cid 10 de doenças psiquiátricas no DSM 4, manual dos EUA, embora isso me espanta, porque fica uma visão negativa do BDSM, mesmo com um site que busca retirar nossa prática no ReviseF64.
A questão desse capítulo é entender a origem do BDSM, não só na visão de Stoller, mas do Professor Oswaldo Rodrigue Jr. Como surgiu o BDSM?
O livro todo tem teor informativo, onde ele fala do contexto histórico de práticas sexuais em geral, aborda uma visão psicanalítica, retoma a questão da repressão, da punição por se deixar levar por tais instintos/pulsões como queira chamar, o Dr. Oswaldo busca desmistificar uma visão patológica ou como desvio sexual de todas as formas, tenta dizer ao público e profissionais até onde uma prática está dentro da normalidade e o que é patológico, buscando embasamento cientifico ao longo da história e  por pesquisas de campo, porém,  ele conta sobre as variações sexuais ou desvios, bem como os objetos do prazer. Tudo que está no capítulo é o que pratico de forma rotineira nessa minha vida depois que eu me reconheci Sádica/Dominadora. Até aí não vi novidade nenhuma. Mas se me escapou alguma coisa foi o fato da definição atual do que é Sadomasoquismo: É uma fantasia? É um desvio? Porque ainda está no DSM4 e no código internacional de doenças?
Começamos com a primeira: ...é uma fantasia? Eu tive mais de 400 homens que se entregaram a mim, seja por um curto período de tempo de uma sessão (mínimo de duas horas) ou por longos períodos (um ano, como por exemplo, bruno castelo) e jamais saíram de seus personagens, aliás alguns mantêm a mesma postura ao falar comigo até hoje, porque seguem a liturgia ou porque o são assim? Pouquíssimos que mantiveram contato comigo nesses anos que domino no real mudaram de postura e a esmagadora maioria ainda mantém contato periodicamente no meu chat desde que os dominei e refiro-me á submissos que dominei há mais de 10 anos atrás, que permanecem submissos, mesmo que não a mim, mas por outras que se casaram ou se entregaram, porque sentem necessidade de serem dominados. Hoje eu não posso responder a essa pergunta objetivamente ou de forma categórica sem respaldo científico e tudo depende de que forma se olha para o bdsm, se o olhar como comércio, produtor de fetiches e a realização, sim é uma fantasia, se olhar como uma alma submissa que tem necessidade de controle, de ser preso, amarrado, espancado, controlado, não pode ser de forma alguma uma fantasia, pois do contrário não se sentem vivos e eu pessoalmente não acredito ser e como eu falei, somente um estudo aprofundado, muita leitura, eu poderia esboçar algum pensamento concreto e objetivo sobre um assunto tão complexo que envolve o lado mais obscuro do ser humano, esse mesmo ser sofre forte repressão desde seu nascimento, precisaria se levar em conta todo o processo histórico de quem o percebe e fala dele, enfim, não sei responder e o livro não me ajudou nisso.
Estou lendo Freud o texto “Totem e tabu”, porque eu acabei de estudar nesse semestre e achei muito importante para minha formação, não sei, as vezes identifico comportamentos dos meus submissos muito semelhantes ao que Freud cita lá.
Então para vocês não terem uma crise de abstinência dos meus posts, fica aqui essa reflexão, mas preciso que debatam, comentem para que eu sinta mais necessidade de postar para vocês, pois senão... chicotes e pisadas.


Por senhora do Castelo 4.0.