Conflitos de um submisso existencialista.



Para Freud só existem três tipos de pessoas: Neuróticos, psicóticos (doidos e loucos) e perversos. Eu me considero um homem extremamente racional e tenho aversão a fracassados, que levam o fracasso para seus filhos e se perpetuam, porque eles competem com os filhos. Meu racional transforma em questão de honra vencê-los e vencê-los significa não só ser "bem sucedido", mas ser o homem para sua esposa. Fica impossível aceitar quem é perverso no sexo e normal no resto e quem é normal no sexo é neurótico no resto. E eu preciso entender meus desejos de ser invertido, ser sua escrava para a minha vida ter sentido. Não posso me transformar em uma travesti, racionalmente falando, porque seria a vitoria deles. Entende meu conflito? E eu continuo querendo e pior ainda, entregar-me a uma rainha sádica cada vez mais sem ter direitos as minhas vontades, mas realizar a sua, ser seu escravo, melhor, escrava da Senhora do Castelo. Vivo essa guerra ha 44 anos. Por isso que imploro que me transforme em sua escrava 24x7 será minha libertação e um dos meus maiores desafios, já que não tem como eu evitar. Pq gosto de dar meu rabo: Perversão? A Senhora pode explicar melhor? Explica-me vai... Porque sou perversa?
Esse escravo em especial sabe que eu sou 100% ativa e que não rola sexo papai e mamãe comigo, e ele sabe que se entregar-se 24/7 está assumindo sua perversidade ou parafilia por livre e espontânea vontade. Ele tem fatores inibitórios que o levam a um conflito e tem que lidar com isso, tem que reconhecer que nasceu para servir, isso já está bem claro desde o século XIX por Freud, uma pessoa que teve algum trauma na fase do complexo de Édipo, quando adulto será ou sadomasoquista ou fetichista. Nesse caso ele me parece os dois, quer ser travesti, mas o racional (superego) não o permite, quer ser minha escrava e ser invertido quando eu desejar usá-lo. Ótimo, pois somente através de uma pessoa dominadora alpha como eu é que pode rebaixar sua insignificância de macho e através da minha dominação, dos meus métodos, consigo baixar suas defesas racionais e transformá-lo naquilo que sua psicogênese sexual o fez, uma masoquista feminina com desejos de se submeter-se a uma mulher dominadora, talvez como uma lembrança de suas fantasias libidinosas da infância, onde foi totalmente dependente de sua mãe e agora quer reviver essa experiência comigo, isto é, ser uma criancinha totalmente indefesa em minhas mãos, ou melhor, sob meus pés e sendo usada e abusada por sua dona. Não quer ser travesti? Se entregue de corpo e alma e eu farei de você a minha putinha eterna, venha lamber minhas botas, porque é para isso que você serve e que se dane sua razão, a razão agora sou eu, eu sou sua consciência, seu desejo e seu algoz, submeta-se e pare de se lamentar. Quero seu rabo.

Por Senhora do Castelo

Respondendo a um escravo que é corno e gosta de inversão: Porque eu gosto de dar?


Essa é a pergunta mais freqüente devido eu gostar 100% de inverter meus escravos e eles se acharem homossexuais e não tem nada haver. O fato de gostar de “dar” é porque existe um prazer quando se massageia a próstata. Ponto final. Quem nunca curtiu isso é devido a fatores inibitórios de sua cultura, os latinos morrem de medo de serem taxados de gays. Falam que se sentem menos homem ou viril e quanto a inversão com feminização tem duas explicações, uma um puro fetiche de se vestir de mulher outra está ligado ao masoquismo feminino definido por Freud em um de seus artigos, que simplificando, existe no imaginário do homem uma sensação de que a mulher é submissa, usada e desejosa de ser penetrada e sendo masoquista, seria uma forma de se submeter, ou eu meter neles (risos).
Gosto de ver minha mulher dando para um macho que eu considere mais viril. Por quê?
Nos EUA se chama cuckold e aqui fantasia de corno e foi muito bem estudado por Lacan. Existe uma lembrança muito forte dos homens adultos de seu amor pela sua mãe entre 3 a 4 anos quando estão na fase fálica e se dá o complexo de Édipo. O que Lacan entende é que se por acaso o filho presencia a mãe com seu pai na cama ou por comentários deles, isso cria o desejo de ser o pai ou de ver o pai com a mãe e ele se imaginar como pai, mas somente vendo (voyer). Essa lembrança infantil pode ficar como uma fantasia erótica quando adulto. Como sua esposa ou namorada é a substituição do amor que sente pela mãe, é comum ter fantasias nesse sentido, isto é, ver a esposa transando com um macho, se for masoquista, ele entra ativamente na cena sendo um capacho da esposa ou dos dois.
Por Senhora do Castelo

Ser ou não ser? Eu transformo e será.


Não adianta ficar lutando contra seus desejos mais íntimos e proibidos pela sociedade, ou seja, podem lutar e lutar... Não conseguirão escapar daquilo que eu vou transformar. Depois que eu liberto desses preconceitos ocorre o contrário, são eles quem pedem, quase imploram para acontecer e isso é porque quem domina o desejo não é racional e não se pode lutar contra o que dá prazer de verdade. O que te dá prazer vem lá de dentro e é incontrolável.
Vejamos um caso específico: “Senhora, eu sou completamente dócil e domável e quero ser domado e usado como mulher, ser abusado. A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais? Quero te pertencer, implorar por mais. A minha razão é que me faz evitá-la, fugir de uma relação mais profunda, é minha maior inimiga. Ajude-me a reduzir sua influencia sobre as minhas escolhas e me terá como sua puta efeminada para sempre. Lembrando que essa é uma fase de decisões gerais e definitivas na minha vida, pois quero a sua influencia cada vez mais decidindo minha vida”.
Como posso explicar de forma didática algo tão complexo? Seria um reducionismo, mas nesse blog todos esperam algo lógico e analisando de forma prática temos um escravo culto e racional ao extremo que está desejoso de se feminizar. Dentro do superego, ou seja, das pressões sociais, encontra-se forças inibidoras devido a uma necessidade de socialização de todos numa sociedade e dessa forma essas forças criam em pessoas mais racionais repugnância a comportamentos inadequados, que vão impedir um relacionamento moral cristão através da educação, que orientam para seu objetivo de procriar e ter filhos, além do papel de ser um homem masculinizado e possuir mulher, mas que podem conduzir o sujeito para um bloqueio total de seus desejos que não se enquadram na RAZÃO aprendida, chegando a renunciar ao ato sexual, caso não possa realizar sua fantasia.
O que fazer nesses casos. Vejam que ele pensa em uma técnica mais cognitivo comportamental: “A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais?” Mas como eu disse, aqui temos duas forças contrárias, sua razão cria fatores inibitórios (superego) e seus desejos querem perverter as normas sociais e ser feminina e isso vem do inconsciente, do Id. Dessa forma, primeiro eu devo mostrar que nós somos normalmente ambíguos, temos desejos opostos ao mesmo tempo e não adianta eu ficar “criando” comportamentos, mas sim mostrando que ele tem bloqueios racionais vindo da sua cultura e que seus desejos do Id estão aprisionados, recalcados, bloqueados. Somente quando ele entender que essas forças ativas relacionadas da pulsão sexual podem muito bem ser normal, isto é, que desde sua formação sexual na infância criaram formas diferentes de obter prazer, ser invertido, ser um objeto em minha mão, ser uma massa moldável por uma mulher dominadora é que ele vai se realizar, mas não existe uma explicação tão simples, não adianta eu falar algo de causa e efeito porque necessita ser submetido a uma psicoterapia e somente ai descobrir quais são seus fantasmas que estão incomodando hoje seus desejos. O fato é o seguinte, na nossa gênese da sexualidade, podemos seguir uma forma baunilha ou sadomasoquista e isso somente se descobre quando a pessoa tem um desejo incontrolável de ser uma cadela, uma putinha nas mãos de uma sádica ou ser transformada em minha sissy totalmente submissa... Qual a resposta para isso? Se entregue a mim sem preconceitos, porque eu sei a resposta.
Por Senhora do Castelo.

Mundo paralelo, escravos que vão e vem.


Tudo que eu faço é com paixão, já me falaram que paixão é doença, que é patológico, sou um doente terminal? Não, e creio que ser apaixonada eternamente é bom demais e eu sou a contradição de Schopenhauer, que sempre definhou as românticas como eu. Sou uma mulher sádica, mas não quer dizer que não sou mulher e tenho emoções tão fortes como os golpes do meu chicote.
Parece mesmo que existem dois mundos, um para nossas fantasias, desejo, realizações dentro da dor, humilhação, degradação e sofrimento que somente eu consigo proporcionar para meus súditos e cadelas sem nenhum pingo de vergonha e constrangimento, e outro que eu chamo de sociedade hipócrita, mas que devo admitir, é o mundo onde se provem de títulos, capital e conforto moral, espiritual e familiar.
O mundo do desejo acontece geralmente no mundo virtual, gente se rastejando por um punhado de migalhas ou a pisada forte das minhas botas,  e no mundo concreto e confortável se dá as grandes realizações dos homens de negócio e das mulheres, quase sempre desejosas e frustradas que infernizam seus maridos não dando o prazer que seria o razoável e ai eles querem sofrer e ser adestrado no meu mundo, onde só existe lágrimas, dor e entrega e preferivelmente, entrega de suas bundas.
São sempre as mesmas perguntas, leia: “O que fazer? Como faço para ter a senhora novamente? A senhora sabe que eu gosto. Disso a senhora tem dúvida? Gostaria novamente? Queria novamente? Por que não?
Deveria deixar gravadas as respostas, porque todos vocês são cadelas. Cadelas tem vida curta e servem para ficar nos meus pés, sendo adestradas e isso dá muito trabalho e poucos ganhos, embora muito prazer em usá-las como minhas putinhas.
Diante de minha negação de nova chance é comum ouvir, leia: “E se eu tentar mudar? Tentar melhorar?”
Colocando de forma didática a situação, se conhece Freud sabe que um homem se define até os 6 anos de idade. Ou se é uma coisa ou se é outra, mas se já se mostrou um homem que vive em mundos distintos, um mundo que vive confortavelmente o seu Ideal e outro para realizar suas frustrações e recalques. Eu não sou a mãe do Édipo cadela, eu sou uma mulher de fibra, uma Domme. Uma mulher sádica é isso que sou e sempre fui, não tenho dois mundos, só o meu e se você quer que eu fique realizando suas fantasias infantis, ou curando sua ferida narcísica, está falando com a pessoa errada.
Então eu sei distinguir o que vive para mim e o que vive em um mundo paralelo, isto é, na caverna de Platão: Um idealista que só quer me iludir. Vão com seus ideais para outro palácio, porque aqui é masmorra mesmo.
Senhora do Castelo.

O Amor é o desejo do outro ( Jaques Lacan)



Essa frase é do psicanalista francês Lacan, seguidor da teoria freudiana que se baseou na obra clássica “O Banquete” de Platão.  É sempre frequente que meus escravos, cadelas como gosto de chamá-las, já que me servem somente para serem curradas por mim, sem piedade e simplesmente jogadas para o canil depois e mais nada... (risos sádicos). Mas eles querem mais, ótimo, eu digo então, me façam rainha de um reino real, sirvam-me como escravos reais, contribuam com coisas reais, eu necessito de roupas de rainha déspota que sou, créditos no celular para mandar em meus súditos, instrumentos para judiar e punir meus escravos rebelados e por ai vai, ou vão ser real ou vão ficar somente idealizando? Nunca cobrei nada financeiramente, não sou uma dominadora profissional, mas existem necessidades básicas pra manter um reino, nada é de graça e não nasci rica e nem sou ainda, pelo menos em bens materiais, porque como dominadora, sou realizada, tenho dezenas aos meus pés, que basta um Whats app pra correrem ao meu chamado.
Maquiavel já disse em seu livro “O Príncipe” que quem manda e deixa seu povo feliz é amado e é a pura verdade, eu sou amada, sem modéstia, sou adorada por meus súditos. Mesmo os que brigam, discutem e saem “brabos” com sua rainha, depois voltam rastejando ou os que não voltam e eu quero sua servidão, sei como fazê-lo voltar pra meu calabouço. Sim, tenho alguns que não posso dispensar,  gosto deles e também preciso ser saciada naquilo que não tenho no momento, depois descarto como casca de laranja chupada.
Tem um dos meus escravos que fala o tempo todo que me ama, me quer, reclama que quer algo mais, ser especial, enfim, eu digo que ele é um escravo apenas, que se contente com as sobras. Ele reclama que eu não o amo, ou que não demonstro esse amor... hahahaha eu retruco, como não, eu cuspo na sua cara, depois dou-lhe 10 bofetadas, te coloco de quatro, faço amor no seu bum bum e ainda jogo todo meu líquido delicioso na sua boca, a chuva dourada e você ainda diz que eu não faço nada? Eu te inverto, torno minha cadela e quer mais o que? Amor?
Por outro lado, tem um escravinho que me da nos nervos, o bicho é escroto, cartesiano, todo certinho, tudo classificado e extremamente crítico, vive babando por mim, faz tudo que eu mando, contribui até mais do que o necessário, enfim é o mais dedicado, mas não dá o braço a torcer e esse ai jamais disse que me amava. Eu o provoquei, pois sei como ele é radical com as palavras e disse que eu estava amando-o. Nossa, ele ficou desnorteado e falou que isso seria impossível. Hehehehe, bobo, tonto, quanto mais eu humilho, mais ele se dá, enfim, o amor é o meu desejo, quem me ama faz o que for necessário para me suprir em todas minhas necessidades. Eu sou uma Rainha, Deusa e uma pessoa como eu não pode ficar presa a um altar como santa para ser venerada, eu tenho muito amor, muita bota pra usar chutando cadelas, muitos saltos altos para pisar no preconceito e muitos chicotes pra acertar corações valentes e por isso, contentem-se em submeter-se a mim, amem a sua rainha, dediquem-se, que serão recompensados pelo meu desprezo e sadismo, e nada mais.

Por Senhora do Castelo

Mentes criminosas ou mente perigosa?



Fui questionada sobre eu ter uma mente criminosa, creio que por quem acompanha a série de televisão. A história deu o que falar. Resumindo o fato é o seguinte, paixão, se me lembro bem, vem da palavras “Pathos” que em grego significa doença (patologia) e alguns submissos lêem esse blog e depois de manterem contato comigo no real, querem a experiência e os que misturam o BDSM com a realidade se apaixonam e se entregam totalmente e perdidamente, desejam realmente ficarem sob o jugo de meu chicote e eu piso, humilho a vontade, tiro o couro... não é silogismo não, eu tiro realmente o couro e tenho fotos para provar... mas, enfim, como não existe o País das Maravilhas e o BDSM é uma fantasia que se leva muito a sério, mas é uma fantasia que ainda não é aceita por nossa hipócrita sociedade, um dia desses me aparece um servo de 19 anos com mala e cuia para ser meu escravo real e morar na minha casa como um cão, no chão, ser colocado na coleira e somente comer os restos da minha comida que eu jogaria aos meus pés, sim, tudo real e eu disse que aceitaria se ele fosse totalmente desumanizado, que andasse de 4 dentro da casa e somente viesse perto da dona ao ser solicitado, eu vivi como a “Venus das Peles” obra de Sacher-Masoch por meses. Surras, humilhações, vigiava os serviços domésticos e xingava até a ultima geração e ele gozava sem se tocar, claro, vivia no cinto de castidade e apanhava muito. Mente criminosa? Qual nada, ele beijava meus pés em agradecimento, mas apanhava mesmo assim, ninguém fica beijando meus pés, muito menos cadelas como essa, enfim, como nada é de graça e tão fácil como devem achar, num dia o escravo surtou, teve um chilique. Vocês vão pensar que ele não aguentou as torturas e ser um escravo real, NEH? Nada disso, gente, isso durou meses, ele surtou porque apareceu sua família o procurando. Ele estava como uma menininha, de avental de empregada e tudo e a família quando viu, chamou a polícia e tudo o mais que vocês podem imaginar, porque não é necessário ficar relatando isso, mas sim a conclusão: Ele não apresentou queixa para os militares chamados hahahaha e tinha acabado de levar uma surra por não deixar a casa tão limpa quanto eu queria. Os policiais falaram rindo que não passava de uma fantasia e não apresentaram nenhuma queixa e foram embora, parece que um deles até gostou de mim... porque será? E eu gostei da cara de seus familiares que foram embora com o rabo entre as pernas e eu mandei levar esse infeliz que me deixou numa situação constrangedora. Eu passei a assistir o “Criminal Minds” depois disso. Realmente pra uma Sádica o gozo fica próximo ao ver como esses psicopatas manipulam suas vítimas com uma lucidez incrível, sem quebrar a imagem de força nele impressa e como as vítimas se submetem as suas vontades, dando a impressão que essas vítimas têm um “não sei o que” de dependência e submissão. Meus professores falaram que existe uma linha tênue entre a perversão e o crime. Eu não tenho uma mente criminosa, mas tenham certeza, tenho uma mente muito perigosa.

Por Senhora do Castelo

Sem dor, sem ganho.



Fui questionada de várias maneiras por internautas que visitam meu blog e em sua grande maioria submissos, mas fico feliz que muitas dominadoras também visitam, a maioria elogia, outras criticam e por isso tenho todo um respaldo de profissionais submissos a mim, que estão sob meus pés há muitos anos e são de inteira capacidade de argumentação e orientação. Minhas experiências serviram como base para cada postagem e claro além dos estudos que tenho visto na graduação, que tem sido uma ótima ferramenta para auxiliar-me na dominação de meus súditos. Mas faço paralelamente um curso de filosofia, pois eu acho que é uma complementação ao meu curso e como tem curso de férias, estou aproveitando e estudando. Eu acho que a minha cobaia e aquela Ideia de associar o prazer a Dor fazendo com que o submisso consiga ejacular sem sequer se tocar foi uma coisa incrível para mim e sem instrução de meu tutor em psicologia e meus conhecimentos de BDSM e acadêmico, seria impossível.
Na minha senzala, tenho pessoas fiéis a mim por décadas, desde as mais humildes, que nem mesmo terminaram o ensino fundamental e ganham suas vidas com muito trabalho e pouca remuneração até multimilionários com todos os títulos mais elevados de pós graduação. Todos contribuem com esse blog, com suor e dedicação, pois sem eles não teria material para tantas postagens bem diversificadas. Um em especial é motorista de caminhão e sempre a meu dispor para mudanças, levar-me a encontros BDSM ou a congressos, mas vejam, sem dor, sem ganho, pois até o mais rico e poderoso intelectualmente, necessita de mim, do meu poder, das minhas ordens e do peso do meu chicote, enfim, como disse, lamber a sola da minha bota.
Certo dia um submisso, tão belo que poderia facilmente ser modelo, questionou: Senhora, porque eu acordo e desejo irracionalmente ligar para dar bom dia a uma mulher tão cruel como a Senhora, minha dona, se me trata tão mal? Nos encontros é só castigos e mais castigos, subjugando e humilhando o tempo todo ao ponto de degradar um homem que é racional e culto? Isso não é racional, mas é assim que me sinto. Eu respondi que sou a única que pode fazer ele se entregar a esse nível e permitir que libere a mulher que existe dentro dele, mas para isso tem que ter dor, sem dor, sem ganho. Seguir seus instintos não significa deixar de ser uma pessoa racional, todos tem sentimentos reprimidos pela sociedade, família, religião que necessitam ser liberados e tem livre arbítrio de fazê-lo ou não. Creia e saberá, a resposta está dentro de você (Santo Agostinho). Seguir nossos instintos não é deixar de ser racional e isso que respondi eu aprendi com Nietzsche, o grande crítico da Razão: Humano, demasiadamente Humano, a filosofia de Sócrates e Platão é racional, despreza seus instintos, então está longe de ser um super-homem, seja total e libere seus instintos animais, humano, demasiadamente humano. (Nietzsche).
Por Senhora do Castelo.