Vontade de poder


Nietzsche escreveu depois de assistir o desfile da cavalaria ao iniciar a guerra Franco-Prussiana: “Senti pela primeira vez que a mais forte e mais nobre vontade de viver não encontra expressão em uma miserável luta pela existência, mas em uma vontade de guerra, uma vontade de poder, uma vontade de dominar”.
Para ele, o poder no sentido primário é a capacidade de fazer com que as pessoas façam o que queremos e é parte dos instintos humanos. Nietzsche vai muito mais além desse simples conceito e colocou outro termo: “vontade” de poder.
Pensando friamente e pela lógica da existência da vida, se não existe Deus, qual o sentido da vida? Já que se constitui de sofrimento e luta? Para ele e em concordância com seu mestre Schopenhauer, o ser humano possui uma força irracional, que ele denominou de vontade.
No entanto, ao contrário de Schopenhauer, Nietzsche pensa como Aristóteles, isto é, para ele a realidade não tem nada que não possamos ver, sentir, tocar, isto é, a realidade é este mundo e somente essa passagem da nossa vida que nos resta, nada de além da vida ou outra vida, é isso aqui e acabou e por isso, como pensa o Marques de Sade, devemos viver nele com plenitude.
Dessa forma existem dois tipos de homens, os fracos, cuja virtude é típica de escravos: abnegação, auto sacrifício, colocar a vida a serviço dos outros porque não deseja nada além do conforto e satisfação.
Os fortes “Übermensch”, os que dominam são superiores, não porque nasceram assim, mas se tornaram dominadores. O forte de dominador experimenta a vida com maior intensidade e profundidade do que a humanidade comum cria seus próprios valores e suas regras com rigor intelectual, honestidade consigo mesmo e vivem o real, não o ideal ou o imaginário, mas sim a prática, a experiência, ao invés de mero conforto de ficar somente no plano das ideias. Ele procura alegria, não se conforma com pouco, pelo contrário, ele vai conquistando e dominando, inclusive na questão sexual, ele possui o outro para si completamente.

Conclusão: Aquele que é forte para Nietzsche ama a vida e está no mundo real para dominar os que são fracos no último grau: ele quer todas as coisas, incluindo a sua própria vida, e até mesmo a vida daqueles que ele despreza.
Por Senhora do Castelo.

Quando eu estou quase no Domspace



Porque eu surro minhas cadelas? Existem muitas dúvidas quanto ao meu sadismo. Sempre fui sádica, dominante e depois que vem um homem com desejos fortes de se feminizar, eu radicalizo para valer, se vai ser minha mulherzinha, minha putinha, tem que ser de fato, com hormônios femininos, sem ereções e muito menos masturbação, eca.
Depois de eles chegarem depilados, com suas bundas sedentas para oferecer-me, fazendo-se de putinhas como minhas vadias, eu mando me agradar de todas as formas, nem preciso pedir mimos e até os instrumentos utilizados, pois eles me dão tudo, hospedagem, as refeições, café de manhã com massagem nos meus pés, enfim, tudo que uma rainha merece e pode obter.
Quando eu falo que serão punidas com chicotadas, aí vem a clemência. Hahahaha. Porque Senhora? Eu mereço isso, já sofro tanto na minha vida, vou ter que apanhar?
Olho firmemente em seus olhos, normalmente baixos e dou-lhe uma bofetada para cair aos meus pés e falo: - Você não questiona, obedece. Não quer ser mulher de Rainha sádica? Eu odeio mulheres, principalmente submissas como você. Elas não se sustentam, são extremamente chatas, não buscam conhecer mais do que a cor do esmalte que usam e ainda são invejosas, falsas e frágeis. Eu tenho vocês para serem minhas marionetes, minhas cadelas, e meu sadismo está fazendo minhas mãos se aquecerem.
Depois de explicar para esses seres rastejantes e totalmente inúteis, eu pego meu chicote e começo a saraivada de surra. Nossa como meu clitóris fica ereto nessa hora e preciso me conter para não entrar num Domspace. Não sou pequenina, sou grande e um trample com vontade nessas vadias pode gerar muito tesão ou até uma fratura hehehehe, depois é claro, tortura naquilo que eles pensam que usam, sacos e pênis, uauuu... Ball Busting para valer e sem safe-word e para batizar, depois de marcas e urrando por clemência, minha chuva dourada e deixar lá, jogados no chão, mijados e sofrendo que se mais uma vez vier rastejando e implorando minha atenção, mas agora, sem perguntas de porque sou sádica.

Por Senhora do Castelo

Conflitos de um submisso existencialista.



Para Freud só existem três tipos de pessoas: Neuróticos, psicóticos (doidos e loucos) e perversos. Eu me considero um homem extremamente racional e tenho aversão a fracassados, que levam o fracasso para seus filhos e se perpetuam, porque eles competem com os filhos. Meu racional transforma em questão de honra vencê-los e vencê-los significa não só ser "bem sucedido", mas ser o homem para sua esposa. Fica impossível aceitar quem é perverso no sexo e normal no resto e quem é normal no sexo é neurótico no resto. E eu preciso entender meus desejos de ser invertido, ser sua escrava para a minha vida ter sentido. Não posso me transformar em uma travesti, racionalmente falando, porque seria a vitoria deles. Entende meu conflito? E eu continuo querendo e pior ainda, entregar-me a uma rainha sádica cada vez mais sem ter direitos as minhas vontades, mas realizar a sua, ser seu escravo, melhor, escrava da Senhora do Castelo. Vivo essa guerra ha 44 anos. Por isso que imploro que me transforme em sua escrava 24x7 será minha libertação e um dos meus maiores desafios, já que não tem como eu evitar. Pq gosto de dar meu rabo: Perversão? A Senhora pode explicar melhor? Explica-me vai... Porque sou perversa?
Esse escravo em especial sabe que eu sou 100% ativa e que não rola sexo papai e mamãe comigo, e ele sabe que se entregar-se 24/7 está assumindo sua perversidade ou parafilia por livre e espontânea vontade. Ele tem fatores inibitórios que o levam a um conflito e tem que lidar com isso, tem que reconhecer que nasceu para servir, isso já está bem claro desde o século XIX por Freud, uma pessoa que teve algum trauma na fase do complexo de Édipo, quando adulto será ou sadomasoquista ou fetichista. Nesse caso ele me parece os dois, quer ser travesti, mas o racional (superego) não o permite, quer ser minha escrava e ser invertido quando eu desejar usá-lo. Ótimo, pois somente através de uma pessoa dominadora alpha como eu é que pode rebaixar sua insignificância de macho e através da minha dominação, dos meus métodos, consigo baixar suas defesas racionais e transformá-lo naquilo que sua psicogênese sexual o fez, uma masoquista feminina com desejos de se submeter-se a uma mulher dominadora, talvez como uma lembrança de suas fantasias libidinosas da infância, onde foi totalmente dependente de sua mãe e agora quer reviver essa experiência comigo, isto é, ser uma criancinha totalmente indefesa em minhas mãos, ou melhor, sob meus pés e sendo usada e abusada por sua dona. Não quer ser travesti? Se entregue de corpo e alma e eu farei de você a minha putinha eterna, venha lamber minhas botas, porque é para isso que você serve e que se dane sua razão, a razão agora sou eu, eu sou sua consciência, seu desejo e seu algoz, submeta-se e pare de se lamentar. Quero seu rabo.

Por Senhora do Castelo

Respondendo a um escravo que é corno e gosta de inversão: Porque eu gosto de dar?


Essa é a pergunta mais freqüente devido eu gostar 100% de inverter meus escravos e eles se acharem homossexuais e não tem nada haver. O fato de gostar de “dar” é porque existe um prazer quando se massageia a próstata. Ponto final. Quem nunca curtiu isso é devido a fatores inibitórios de sua cultura, os latinos morrem de medo de serem taxados de gays. Falam que se sentem menos homem ou viril e quanto a inversão com feminização tem duas explicações, uma um puro fetiche de se vestir de mulher outra está ligado ao masoquismo feminino definido por Freud em um de seus artigos, que simplificando, existe no imaginário do homem uma sensação de que a mulher é submissa, usada e desejosa de ser penetrada e sendo masoquista, seria uma forma de se submeter, ou eu meter neles (risos).
Gosto de ver minha mulher dando para um macho que eu considere mais viril. Por quê?
Nos EUA se chama cuckold e aqui fantasia de corno e foi muito bem estudado por Lacan. Existe uma lembrança muito forte dos homens adultos de seu amor pela sua mãe entre 3 a 4 anos quando estão na fase fálica e se dá o complexo de Édipo. O que Lacan entende é que se por acaso o filho presencia a mãe com seu pai na cama ou por comentários deles, isso cria o desejo de ser o pai ou de ver o pai com a mãe e ele se imaginar como pai, mas somente vendo (voyer). Essa lembrança infantil pode ficar como uma fantasia erótica quando adulto. Como sua esposa ou namorada é a substituição do amor que sente pela mãe, é comum ter fantasias nesse sentido, isto é, ver a esposa transando com um macho, se for masoquista, ele entra ativamente na cena sendo um capacho da esposa ou dos dois.
Por Senhora do Castelo

Ser ou não ser? Eu transformo e será.


Não adianta ficar lutando contra seus desejos mais íntimos e proibidos pela sociedade, ou seja, podem lutar e lutar... Não conseguirão escapar daquilo que eu vou transformar. Depois que eu liberto desses preconceitos ocorre o contrário, são eles quem pedem, quase imploram para acontecer e isso é porque quem domina o desejo não é racional e não se pode lutar contra o que dá prazer de verdade. O que te dá prazer vem lá de dentro e é incontrolável.
Vejamos um caso específico: “Senhora, eu sou completamente dócil e domável e quero ser domado e usado como mulher, ser abusado. A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais? Quero te pertencer, implorar por mais. A minha razão é que me faz evitá-la, fugir de uma relação mais profunda, é minha maior inimiga. Ajude-me a reduzir sua influencia sobre as minhas escolhas e me terá como sua puta efeminada para sempre. Lembrando que essa é uma fase de decisões gerais e definitivas na minha vida, pois quero a sua influencia cada vez mais decidindo minha vida”.
Como posso explicar de forma didática algo tão complexo? Seria um reducionismo, mas nesse blog todos esperam algo lógico e analisando de forma prática temos um escravo culto e racional ao extremo que está desejoso de se feminizar. Dentro do superego, ou seja, das pressões sociais, encontra-se forças inibidoras devido a uma necessidade de socialização de todos numa sociedade e dessa forma essas forças criam em pessoas mais racionais repugnância a comportamentos inadequados, que vão impedir um relacionamento moral cristão através da educação, que orientam para seu objetivo de procriar e ter filhos, além do papel de ser um homem masculinizado e possuir mulher, mas que podem conduzir o sujeito para um bloqueio total de seus desejos que não se enquadram na RAZÃO aprendida, chegando a renunciar ao ato sexual, caso não possa realizar sua fantasia.
O que fazer nesses casos. Vejam que ele pensa em uma técnica mais cognitivo comportamental: “A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais?” Mas como eu disse, aqui temos duas forças contrárias, sua razão cria fatores inibitórios (superego) e seus desejos querem perverter as normas sociais e ser feminina e isso vem do inconsciente, do Id. Dessa forma, primeiro eu devo mostrar que nós somos normalmente ambíguos, temos desejos opostos ao mesmo tempo e não adianta eu ficar “criando” comportamentos, mas sim mostrando que ele tem bloqueios racionais vindo da sua cultura e que seus desejos do Id estão aprisionados, recalcados, bloqueados. Somente quando ele entender que essas forças ativas relacionadas da pulsão sexual podem muito bem ser normal, isto é, que desde sua formação sexual na infância criaram formas diferentes de obter prazer, ser invertido, ser um objeto em minha mão, ser uma massa moldável por uma mulher dominadora é que ele vai se realizar, mas não existe uma explicação tão simples, não adianta eu falar algo de causa e efeito porque necessita ser submetido a uma psicoterapia e somente ai descobrir quais são seus fantasmas que estão incomodando hoje seus desejos. O fato é o seguinte, na nossa gênese da sexualidade, podemos seguir uma forma baunilha ou sadomasoquista e isso somente se descobre quando a pessoa tem um desejo incontrolável de ser uma cadela, uma putinha nas mãos de uma sádica ou ser transformada em minha sissy totalmente submissa... Qual a resposta para isso? Se entregue a mim sem preconceitos, porque eu sei a resposta.
Por Senhora do Castelo.

Mundo paralelo, escravos que vão e vem.


Tudo que eu faço é com paixão, já me falaram que paixão é doença, que é patológico, sou um doente terminal? Não, e creio que ser apaixonada eternamente é bom demais e eu sou a contradição de Schopenhauer, que sempre definhou as românticas como eu. Sou uma mulher sádica, mas não quer dizer que não sou mulher e tenho emoções tão fortes como os golpes do meu chicote.
Parece mesmo que existem dois mundos, um para nossas fantasias, desejo, realizações dentro da dor, humilhação, degradação e sofrimento que somente eu consigo proporcionar para meus súditos e cadelas sem nenhum pingo de vergonha e constrangimento, e outro que eu chamo de sociedade hipócrita, mas que devo admitir, é o mundo onde se provem de títulos, capital e conforto moral, espiritual e familiar.
O mundo do desejo acontece geralmente no mundo virtual, gente se rastejando por um punhado de migalhas ou a pisada forte das minhas botas,  e no mundo concreto e confortável se dá as grandes realizações dos homens de negócio e das mulheres, quase sempre desejosas e frustradas que infernizam seus maridos não dando o prazer que seria o razoável e ai eles querem sofrer e ser adestrado no meu mundo, onde só existe lágrimas, dor e entrega e preferivelmente, entrega de suas bundas.
São sempre as mesmas perguntas, leia: “O que fazer? Como faço para ter a senhora novamente? A senhora sabe que eu gosto. Disso a senhora tem dúvida? Gostaria novamente? Queria novamente? Por que não?
Deveria deixar gravadas as respostas, porque todos vocês são cadelas. Cadelas tem vida curta e servem para ficar nos meus pés, sendo adestradas e isso dá muito trabalho e poucos ganhos, embora muito prazer em usá-las como minhas putinhas.
Diante de minha negação de nova chance é comum ouvir, leia: “E se eu tentar mudar? Tentar melhorar?”
Colocando de forma didática a situação, se conhece Freud sabe que um homem se define até os 6 anos de idade. Ou se é uma coisa ou se é outra, mas se já se mostrou um homem que vive em mundos distintos, um mundo que vive confortavelmente o seu Ideal e outro para realizar suas frustrações e recalques. Eu não sou a mãe do Édipo cadela, eu sou uma mulher de fibra, uma Domme. Uma mulher sádica é isso que sou e sempre fui, não tenho dois mundos, só o meu e se você quer que eu fique realizando suas fantasias infantis, ou curando sua ferida narcísica, está falando com a pessoa errada.
Então eu sei distinguir o que vive para mim e o que vive em um mundo paralelo, isto é, na caverna de Platão: Um idealista que só quer me iludir. Vão com seus ideais para outro palácio, porque aqui é masmorra mesmo.
Senhora do Castelo.

O Amor é o desejo do outro ( Jaques Lacan)



Essa frase é do psicanalista francês Lacan, seguidor da teoria freudiana que se baseou na obra clássica “O Banquete” de Platão.  É sempre frequente que meus escravos, cadelas como gosto de chamá-las, já que me servem somente para serem curradas por mim, sem piedade e simplesmente jogadas para o canil depois e mais nada... (risos sádicos). Mas eles querem mais, ótimo, eu digo então, me façam rainha de um reino real, sirvam-me como escravos reais, contribuam com coisas reais, eu necessito de roupas de rainha déspota que sou, créditos no celular para mandar em meus súditos, instrumentos para judiar e punir meus escravos rebelados e por ai vai, ou vão ser real ou vão ficar somente idealizando? Nunca cobrei nada financeiramente, não sou uma dominadora profissional, mas existem necessidades básicas pra manter um reino, nada é de graça e não nasci rica e nem sou ainda, pelo menos em bens materiais, porque como dominadora, sou realizada, tenho dezenas aos meus pés, que basta um Whats app pra correrem ao meu chamado.
Maquiavel já disse em seu livro “O Príncipe” que quem manda e deixa seu povo feliz é amado e é a pura verdade, eu sou amada, sem modéstia, sou adorada por meus súditos. Mesmo os que brigam, discutem e saem “brabos” com sua rainha, depois voltam rastejando ou os que não voltam e eu quero sua servidão, sei como fazê-lo voltar pra meu calabouço. Sim, tenho alguns que não posso dispensar,  gosto deles e também preciso ser saciada naquilo que não tenho no momento, depois descarto como casca de laranja chupada.
Tem um dos meus escravos que fala o tempo todo que me ama, me quer, reclama que quer algo mais, ser especial, enfim, eu digo que ele é um escravo apenas, que se contente com as sobras. Ele reclama que eu não o amo, ou que não demonstro esse amor... hahahaha eu retruco, como não, eu cuspo na sua cara, depois dou-lhe 10 bofetadas, te coloco de quatro, faço amor no seu bum bum e ainda jogo todo meu líquido delicioso na sua boca, a chuva dourada e você ainda diz que eu não faço nada? Eu te inverto, torno minha cadela e quer mais o que? Amor?
Por outro lado, tem um escravinho que me da nos nervos, o bicho é escroto, cartesiano, todo certinho, tudo classificado e extremamente crítico, vive babando por mim, faz tudo que eu mando, contribui até mais do que o necessário, enfim é o mais dedicado, mas não dá o braço a torcer e esse ai jamais disse que me amava. Eu o provoquei, pois sei como ele é radical com as palavras e disse que eu estava amando-o. Nossa, ele ficou desnorteado e falou que isso seria impossível. Hehehehe, bobo, tonto, quanto mais eu humilho, mais ele se dá, enfim, o amor é o meu desejo, quem me ama faz o que for necessário para me suprir em todas minhas necessidades. Eu sou uma Rainha, Deusa e uma pessoa como eu não pode ficar presa a um altar como santa para ser venerada, eu tenho muito amor, muita bota pra usar chutando cadelas, muitos saltos altos para pisar no preconceito e muitos chicotes pra acertar corações valentes e por isso, contentem-se em submeter-se a mim, amem a sua rainha, dediquem-se, que serão recompensados pelo meu desprezo e sadismo, e nada mais.

Por Senhora do Castelo

Mentes criminosas ou mente perigosa?



Fui questionada sobre eu ter uma mente criminosa, creio que por quem acompanha a série de televisão. A história deu o que falar. Resumindo o fato é o seguinte, paixão, se me lembro bem, vem da palavras “Pathos” que em grego significa doença (patologia) e alguns submissos lêem esse blog e depois de manterem contato comigo no real, querem a experiência e os que misturam o BDSM com a realidade se apaixonam e se entregam totalmente e perdidamente, desejam realmente ficarem sob o jugo de meu chicote e eu piso, humilho a vontade, tiro o couro... não é silogismo não, eu tiro realmente o couro e tenho fotos para provar... mas, enfim, como não existe o País das Maravilhas e o BDSM é uma fantasia que se leva muito a sério, mas é uma fantasia que ainda não é aceita por nossa hipócrita sociedade, um dia desses me aparece um servo de 19 anos com mala e cuia para ser meu escravo real e morar na minha casa como um cão, no chão, ser colocado na coleira e somente comer os restos da minha comida que eu jogaria aos meus pés, sim, tudo real e eu disse que aceitaria se ele fosse totalmente desumanizado, que andasse de 4 dentro da casa e somente viesse perto da dona ao ser solicitado, eu vivi como a “Venus das Peles” obra de Sacher-Masoch por meses. Surras, humilhações, vigiava os serviços domésticos e xingava até a ultima geração e ele gozava sem se tocar, claro, vivia no cinto de castidade e apanhava muito. Mente criminosa? Qual nada, ele beijava meus pés em agradecimento, mas apanhava mesmo assim, ninguém fica beijando meus pés, muito menos cadelas como essa, enfim, como nada é de graça e tão fácil como devem achar, num dia o escravo surtou, teve um chilique. Vocês vão pensar que ele não aguentou as torturas e ser um escravo real, NEH? Nada disso, gente, isso durou meses, ele surtou porque apareceu sua família o procurando. Ele estava como uma menininha, de avental de empregada e tudo e a família quando viu, chamou a polícia e tudo o mais que vocês podem imaginar, porque não é necessário ficar relatando isso, mas sim a conclusão: Ele não apresentou queixa para os militares chamados hahahaha e tinha acabado de levar uma surra por não deixar a casa tão limpa quanto eu queria. Os policiais falaram rindo que não passava de uma fantasia e não apresentaram nenhuma queixa e foram embora, parece que um deles até gostou de mim... porque será? E eu gostei da cara de seus familiares que foram embora com o rabo entre as pernas e eu mandei levar esse infeliz que me deixou numa situação constrangedora. Eu passei a assistir o “Criminal Minds” depois disso. Realmente pra uma Sádica o gozo fica próximo ao ver como esses psicopatas manipulam suas vítimas com uma lucidez incrível, sem quebrar a imagem de força nele impressa e como as vítimas se submetem as suas vontades, dando a impressão que essas vítimas têm um “não sei o que” de dependência e submissão. Meus professores falaram que existe uma linha tênue entre a perversão e o crime. Eu não tenho uma mente criminosa, mas tenham certeza, tenho uma mente muito perigosa.

Por Senhora do Castelo

Sem dor, sem ganho.



Fui questionada de várias maneiras por internautas que visitam meu blog e em sua grande maioria submissos, mas fico feliz que muitas dominadoras também visitam, a maioria elogia, outras criticam e por isso tenho todo um respaldo de profissionais submissos a mim, que estão sob meus pés há muitos anos e são de inteira capacidade de argumentação e orientação. Minhas experiências serviram como base para cada postagem e claro além dos estudos que tenho visto na graduação, que tem sido uma ótima ferramenta para auxiliar-me na dominação de meus súditos. Mas faço paralelamente um curso de filosofia, pois eu acho que é uma complementação ao meu curso e como tem curso de férias, estou aproveitando e estudando. Eu acho que a minha cobaia e aquela Ideia de associar o prazer a Dor fazendo com que o submisso consiga ejacular sem sequer se tocar foi uma coisa incrível para mim e sem instrução de meu tutor em psicologia e meus conhecimentos de BDSM e acadêmico, seria impossível.
Na minha senzala, tenho pessoas fiéis a mim por décadas, desde as mais humildes, que nem mesmo terminaram o ensino fundamental e ganham suas vidas com muito trabalho e pouca remuneração até multimilionários com todos os títulos mais elevados de pós graduação. Todos contribuem com esse blog, com suor e dedicação, pois sem eles não teria material para tantas postagens bem diversificadas. Um em especial é motorista de caminhão e sempre a meu dispor para mudanças, levar-me a encontros BDSM ou a congressos, mas vejam, sem dor, sem ganho, pois até o mais rico e poderoso intelectualmente, necessita de mim, do meu poder, das minhas ordens e do peso do meu chicote, enfim, como disse, lamber a sola da minha bota.
Certo dia um submisso, tão belo que poderia facilmente ser modelo, questionou: Senhora, porque eu acordo e desejo irracionalmente ligar para dar bom dia a uma mulher tão cruel como a Senhora, minha dona, se me trata tão mal? Nos encontros é só castigos e mais castigos, subjugando e humilhando o tempo todo ao ponto de degradar um homem que é racional e culto? Isso não é racional, mas é assim que me sinto. Eu respondi que sou a única que pode fazer ele se entregar a esse nível e permitir que libere a mulher que existe dentro dele, mas para isso tem que ter dor, sem dor, sem ganho. Seguir seus instintos não significa deixar de ser uma pessoa racional, todos tem sentimentos reprimidos pela sociedade, família, religião que necessitam ser liberados e tem livre arbítrio de fazê-lo ou não. Creia e saberá, a resposta está dentro de você (Santo Agostinho). Seguir nossos instintos não é deixar de ser racional e isso que respondi eu aprendi com Nietzsche, o grande crítico da Razão: Humano, demasiadamente Humano, a filosofia de Sócrates e Platão é racional, despreza seus instintos, então está longe de ser um super-homem, seja total e libere seus instintos animais, humano, demasiadamente humano. (Nietzsche).
Por Senhora do Castelo.

Heidegger


Cito um dos filósofos mais importantes na teoria da Fenomenologia, um tipo de terapia utilizada em o filósofo Heidegger. Embora não tenha sido ele o criador do termo. Husserl é quem apresenta a fenomenologia como um método de investigação que tem o propósito de levar as coisas sensíveis à consciência. Já Heidegger é quem vai tratar da existência humana e é extremamente complexa sua teoria, mas gostaria de trazê-la com exemplos dentro do BDSM, utilizando a fala de um escravo. Ele escreveu um livro básico para nós da área, O Ser e o tempo. Nesse livro ele vai tratar de dois conceitos fundamentais que é o ser e o ente e a famosa frase que ficou mais conhecida nos textos de seu colega, Jean-Paul Sartre: "A Existência precede a essência." No caso, o “ser” é a existência e o ente é o que se apresenta para nós. Complicado? O ente é tudo que materialmente se apresenta para nós e podemos estudá-lo de forma científica, estudo ôntico. Pegamos como exemplo um homem que chega a mim e tem um discurso, um corpo, uma inteligência, mas se diz não ser realizado, ser um nada, mas quer se entregar a mim para moldá-lo, usá-lo, escravizá-lo e tudo que vocês conhecem, mas ele se diz “virgem” nesse assunto de BDSM, só tem uma ideia do que é, um desejo nunca realizado e se coloca a meu dispor para estudá-lo. Essa pessoa é um ser ai, um ser no mundo e nada mais. 
O que é o ser? Como ele precede o ente, não temos acesso a esse ser do exemplo, somente por uma investigação filosófica. Exemplo: Porque este homem quer se anular e entregar-se a mim para que eu faça dele o que desejar? É algo filosófico, ontológico. Antes de Heidegger, tínhamos a metafísica para responder a tudo e no ocidente, pelo menos, era uma explicação divina (onto-teológico). Seguindo os conceitos cristãos, será blasfêmia eu ser chamada de Deusa, ou pior, ser superiora a um homem. Com a fenomenologia, isso não é mais uma barreira.
Se o indivíduo não sabe o que veio fazer no mundo, tem dificuldade de viver feliz ou ter uma vida digna, pode levar à angústia. Essa metafísica e essa manipulação da classe dominante científico-cultural leva mais a incertezas e valores complexos, não deixando o indivíduo saber o que é certo ou errado no momento de agir ou atuar na vida.
Nós temos o livre arbítrio e através de nossa consciência podemos tomar um rumo que ele escolher, mesmo que se arrependa posteriormente. Vamos ao diálogo.
Eu: VC JÁ SE ENTREGOU A UMA SESSÃO REAL?
Escravo: “Nunca antes de ser reconstruído pela Senhora, percebo-me virtualmente "destruído" na totalidade, confesso que são tantas visões, sinto que preciso conter-me. A razão de ser é a Senhora, o que sonho ou vislumbro é irrelevante, sem significado, a menos do que a Senhora própria vislumbra, preso em espaços confinados, úmidos, escuros, sem possibilidade de movimentação... apenas a Senhora e nada mais...”
Eu: “Complexo internalizar... eu sinto esta vontade de fazer de um homem meu escravo, um "verme", "traste" e depois de absolutamente vergado, destruído, a custa de dores, humilhações e degradações absolutamente extremas, ter este "ser" reconstruído como algo novo... é bom saber que está decidido a isso”
Escravo: “sim, Senhora... já aprendi que o gosto das cinzas de cigarro na boca é geradora de muito nojo, gosto terrível que perdura... já senti o lombo queimando como se brasa tivesse sido colocada no mesmo pelo uso do chicote... já bebi licor dourado, já fui exposto a velas e amarrado... mas confesso que não vivi nem perto de tudo que há para ser vivido. Confesso contudo que conversando com a Senhora, compreendo que para renascer tudo que era o passado há de ser "Varrido", apagado, anulado, ao menos até que a destruição/reconstrução estivesse completa, Senhora... sempre em mente que é um ponto de vista "genérico", pois realmente tenho ciência de que o que penso é irrelevante. O enclausuramento seria permanente na mente, tendo o corpo enclausurado ou não, Senhora?” 
Eu:” O que eu eu vejo é que você simplesmente não foi na sua vida o que é o seu ser, mas, agora, pesquisando e entendendo seu ponto de vista e olhando o lado filosófico da coisa, você será: O ser a meus pés.”
Por Senhora do Castelo.

Crise existencial de um escravo


Eu tenho um escravo que teve uma crise existencial e é claro que eu me lembrei de um filósofo lendo as falas dele: Sartre.
Ele viveu na França e foi responsável pela resistência francesa contra o Nazismo.
O Nazismo é um regime totalitário em que seu líder manda absolutamente em tudo simplesmente pelo seu carisma e um dia eu disse a esse escravo que no meu mundo eu sou assim, brincando é claro: SOU UMA MULHER DÉSPOTA, CRUEL E DOMINANTE E COMO VOCÊ SABE MUITO BEM. EU DEVO DESDENHAR DA MISÉRIA, MAIS AINDA, USUFRUIR DELA, POIS QUANTO MAIS MISERÁVEL, MAIS MANIPULÁVEL FICAM MEUS ESCRAVOS.
Vamos ao caso de meu escravo.
Ele é um homem, bem-sucedido, casado e de bem com a vida, mas...infeliz.
Esse escravo tem uma vida confortável e me procurou dizendo que tinha lido minhas postagens e se encontrou. Eu até questionei-o:
- Escuta, você tem meia idade e é poderoso no mundo real. Por que somente agora está querendo mudar tudo?
Ele foi categórico: - Minha vida não valeu de nada, minha vida foi uma grande farsa até o dia em que percebi que eu estava me enganando todo esse tempo, que eu quero ser seu como seu escravo e mais nada.
Eu assinalei que essa decisão deveria vir dele e totalmente livre de qualquer cobrança da parte dele para comigo diante dessa entrega e ele insistiu em que eu fizesse um ritual, que daquele momento, ele seria meu e de mais ninguém e que eu ditaria o rumo da sua vida. Vejam as palavras dele:
“A Sra faria alguns rituais de "purificação" e eu me libertaria da minha vida que levei até o momento e me tornaria seu o escravo preso o tempo todo, de cinto de castidade, podendo ficar de bruços para me usar como uma menininha. A primeira purificação eu ficaria o tempo todo de cinto de castidade, a não ser nós momentos em que a Sra. desejasse tirar. Eu só beberia água purificada pelo seu corpo (Chuva dourada). A Sra. revezaria entre spanking, inversão ativa e ordenhar o escravo. Quero que me quebre, quero deixar de ser macho, sou bem fraco. Dois dias sem comer nada. Gozando de tempos em tempos, apanhando de tempos em tempos. O escravo iria trabalhar a pé, sem carteira e com apenas uma garrafa de água cuspida, purificada pelo corpo da Rainha. E seria usado pra trampling, podolatria e o que mais a Sra. desejasse ou me submeteria a inversão. Depois de dois dias sem comer nada, sem beber muita água, apanhando, sendo invertido, sendo humilhado de todas as formas possíveis e imagináveis e suando muito o escravo vai perder totalmente seu passado, os valores antigos e nascer para servi-la completamente.
Minha existência que vai ser alguma coisa através da sua consciência no decorrer da minha vida sendo doutrinado pela Senhora, pois eu acredito que temos uma multiplicidade de coisas no mundo, valores que podem variar.
Somos totalmente livres para construir o significado da vida e embora estejamos condenados a ser livre, eu escolhi ser escravo e submisso da Senhora.
O que é melhor para minha vida? “Produzir nossos próprios valores sempre vendo o que é melhor para nós ou servindo a uma Senhora que já tem um estilo de vida que sempre sonhei e apropriar do que já existe”.
Bom, com esse depoimento, eu não pude deixar de lembrar-me da filosofia de Sartre. Se uma pessoa seguir o que outra pessoa é, ao invés de somente se inspirar naquela pessoa, isso é chamado de má fé, inclusive culpar sua vida desgraçada por fatores externos ao invés de ver que é você quem faz seu destino. Esse escravo está mudando seus paradigmas, quebrando todos os tabus e convenções da sociedade e buscando uma vida real que ele deseja, ele está fazendo sua existência aproveitando o que eu tinha colocando como meus valores nos meus posts, porque eu acredito nisso.
E eu concluo assim, não importa o que fizeram conosco, importa o que fazemos com o que fizeram conosco. (Jean Paul Sartre).
Por Senhora do Castelo.

Escravo Niilista


Um de meus candidatos a servidão confessou seu encantamento com a maneira como eu vejo e penso o BDSM e eu pedi permissão para postar nosso diálogo e ele disse que todas as palavras eram dadas a mim e eu poderia fazer o que eu desejar. Decidi colocar todas as falas dele, minhas falas finais e uma conclusão no final demonstrando a filosofia do Nietzsche para esse caso em especial:
“O SM envolvendo uma despersonalização completa do sub com a substituição de quem ele era para ser do modo que a Senhora apreciar que ele seja, isto é, transformado 100% em objeto, devotado 100% ao Teu prazer e caprichos, 100% desprovido de desejos próprios que não o da sua Senhora, consensualmente acordado que deve servi-la 100% no tempo e dedicação. ”
“Quero apenas ser como seu animal, coisa, objeto, desumanizado e de olhos baixos sempre. A Senhora é o máximo. Teus escravos são afortunados... o amor platônico traz esta percepção, e vem a ser a prova de que ideias do mundo das ideias são corrompidas quando projetadas no mundo sensível e confesso que o mundo concreto é mais complexo... a dor de verdade, física/mental/espiritual, 100% do tempo será sentida distintamente daquilo que o "idealismo" projeta e do ponto de percepção do sub, sempre me vi levado a extremos de dor, humilhação, degradação... para apenas após ter sido "destruído", ter um novo ser erigido de minhas ruínas e privações de todos os tipos, longos períodos, tudo que altera a mente e o espírito.”
FALA MINHA: “A filosofia libertina do Marquês de Sade nos abriu essa porta, que devemos dar vazão aos nossos instintos para que ela não nos surpreenda, pois quando ela chegar já teremos experienciado todo tipo de degradação humana, seja dominando como sendo dominado nesse sentido que colocou, sofrendo dor ou causando-a”
AGORA ELE: “... é preciso desfazer o que foi alterado quando nascemos e crescemos... deseducação, reaprender o que é ser humano, homem, neste novo mundo, como mencionas em Teus posts, a Senhora passa a ser a vida do escravo, Sua Deusa, Sol, alimento”
FALA MINHA: “Vou direcioná-lo, reeduca-lo, moldá-lo, governá-lo caso se entregue a mim. ”
AGORA ELE: “Senhora da vida e da morte, A que decide a respeito de tudo na vida dele, completamente condicionado para deixar de ser homem como fui educado, e passar a ser homem na concepção de minha senhora... servir, diante dos amigos/amigas D´Ela, e ver na aprovação D´Ela a única razão de ser o universo da Senhora seria lindo. Como viver isto sem ser 24/7/365, sem um local e "vida" adequados, Senhora? ”
Quanto a resposta a essa proposta: "serei apenas que desejar de mim, um animal, coisa, objeto, desumanizado..." é o que Nietzsche fala sobre o niilismo. Ele pretende realmente ser algo para mim e dessa forma ele vai se anular, niilismo passivo, um homem sem perspectiva, desiludido, já que não se tem um propósito diante da vida até me conhecer e não consegue construir novos valores sem mim, pois os valores não importam mais... Ai entra a entrega e eu construirei o que desejar dele. Nietzsche coloca a primazia das emoções, coisa que a filosofia inteira esqueceu. Seu princípio filosófico era a vida que atua sem objetivo definido, ao acaso, e, por isso, se está dissolvendo e transformando-se (o devir, de Heráclito). A única e verdadeira realidade, viver o instante.
Por Senhora do Castelo.

O Marques de Sade e sua filosofia.



Quem acompanha meu Blog já percebeu que meus textos atualmente possuem um nível mais acadêmico, isso ocorre devido ao fato de estar cursando filosofia e, minha intenção é dividir o que aprendo sempre relacionando com o BDSM que pratico, no sentido de dividir o saber com quem pretende viver meu estilo de vida, dessa forma, não poderia faltar o filósofo que deu seu nome à o que sou sádica, o Marques de Sade.
Como falou Sócrates, a busca do saber é a maior das virtudes do homem e de posse desse conhecimento se torna feliz, pois a boa prática depende da filosofia teórica, definir os conceitos possibilita isso, e é esse meu objetivo.
A filosofia de Sade se denomina libertinos e é o oposto do que os filósofos da sua época acreditavam. Rousseau dizia que a natureza humana é boa, mas ao se envolver com a cultura perde a condição natural, se corrompe e se aliena. Sade diz o inverso, a natureza humana é má, e uma das suas constatações é que nós envelhecemos e apodrecemos e uma das saídas contra a natureza é a antecipação dessa nossa degradação, experimentando tudo que desejamos executar, de forma racional, dominando a si mesmo e antecipando esse sofrimento e a dor.
Para quem não sabe, toda filosofia antiga prega
evitar a paixão e vícios, pois são inimigos do saber, impedem que sejamos racionais. Temos que controlar, domesticar.
O libertino inverte essa fórmula, ele experimenta o prazer com dor ou sem dor para viver a melhor fase de sua vida com total liberdade para seus desejos. O sadismo vem de onde? Das escritas do Marques de Sade, de suas histórias. Ela representa o elemento da razão, a escrita é um instrumento da razão, mantendo-o para além da natureza não cedendo. A filosofia de Sade é a soberania sobre o corpo e todos os desejos desse corpo.
Sade usava o que podia para chocar, no sentido de criticar a moral à sociedade de sua época. Sua moralidade mostrava homens que sentiam prazer na dor dos demais e outras cenas que não estavam distantes da realidade. Em seu romance 120 Dias de Sodoma, por exemplo, nobres abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos. Em Justine, torturas físicas, psicológicas das mais terríveis e inimagináveis até então com crimes e depravações. A Filosofia na Alcova (Preceptores Morais), no qual um casal de irmãos e um amigo libertino "educam" a jovem Eugénie para uma vida de libertinagem, mostrando-lhe aversão aos dogmas religiosos e costumes da época.
Finalmente a questão da inversão. Sade, que sempre amou mulheres tolerantes a suas aventuras, defendeu ardorosamente o coito anal e chegava a pagar criados para sodomizá-lo publicamente em suas orgias, das quais a primeira mulher, Renné de Sade, teria participado.
Bom, era isso que eu gostaria de mostrar e desmistificar a ideia de que tais práticas sejam alguma coisa de outro mundo.
Por Senhora do Castelo.