Vontade de poder


Nietzsche escreveu depois de assistir o desfile da cavalaria ao iniciar a guerra Franco-Prussiana: “Senti pela primeira vez que a mais forte e mais nobre vontade de viver não encontra expressão em uma miserável luta pela existência, mas em uma vontade de guerra, uma vontade de poder, uma vontade de dominar”.
Para ele, o poder no sentido primário é a capacidade de fazer com que as pessoas façam o que queremos e é parte dos instintos humanos. Nietzsche vai muito mais além desse simples conceito e colocou outro termo: “vontade” de poder.
Pensando friamente e pela lógica da existência da vida, se não existe Deus, qual o sentido da vida? Já que se constitui de sofrimento e luta? Para ele e em concordância com seu mestre Schopenhauer, o ser humano possui uma força irracional, que ele denominou de vontade.
No entanto, ao contrário de Schopenhauer, Nietzsche pensa como Aristóteles, isto é, para ele a realidade não tem nada que não possamos ver, sentir, tocar, isto é, a realidade é este mundo e somente essa passagem da nossa vida que nos resta, nada de além da vida ou outra vida, é isso aqui e acabou e por isso, como pensa o Marques de Sade, devemos viver nele com plenitude.
Dessa forma existem dois tipos de homens, os fracos, cuja virtude é típica de escravos: abnegação, auto sacrifício, colocar a vida a serviço dos outros porque não deseja nada além do conforto e satisfação.
Os fortes “Übermensch”, os que dominam são superiores, não porque nasceram assim, mas se tornaram dominadores. O forte de dominador experimenta a vida com maior intensidade e profundidade do que a humanidade comum cria seus próprios valores e suas regras com rigor intelectual, honestidade consigo mesmo e vivem o real, não o ideal ou o imaginário, mas sim a prática, a experiência, ao invés de mero conforto de ficar somente no plano das ideias. Ele procura alegria, não se conforma com pouco, pelo contrário, ele vai conquistando e dominando, inclusive na questão sexual, ele possui o outro para si completamente.

Conclusão: Aquele que é forte para Nietzsche ama a vida e está no mundo real para dominar os que são fracos no último grau: ele quer todas as coisas, incluindo a sua própria vida, e até mesmo a vida daqueles que ele despreza.
Por Senhora do Castelo.

Quando eu estou quase no Domspace



Porque eu surro minhas cadelas? Existem muitas dúvidas quanto ao meu sadismo. Sempre fui sádica, dominante e depois que vem um homem com desejos fortes de se feminizar, eu radicalizo para valer, se vai ser minha mulherzinha, minha putinha, tem que ser de fato, com hormônios femininos, sem ereções e muito menos masturbação, eca.
Depois de eles chegarem depilados, com suas bundas sedentas para oferecer-me, fazendo-se de putinhas como minhas vadias, eu mando me agradar de todas as formas, nem preciso pedir mimos e até os instrumentos utilizados, pois eles me dão tudo, hospedagem, as refeições, café de manhã com massagem nos meus pés, enfim, tudo que uma rainha merece e pode obter.
Quando eu falo que serão punidas com chicotadas, aí vem a clemência. Hahahaha. Porque Senhora? Eu mereço isso, já sofro tanto na minha vida, vou ter que apanhar?
Olho firmemente em seus olhos, normalmente baixos e dou-lhe uma bofetada para cair aos meus pés e falo: - Você não questiona, obedece. Não quer ser mulher de Rainha sádica? Eu odeio mulheres, principalmente submissas como você. Elas não se sustentam, são extremamente chatas, não buscam conhecer mais do que a cor do esmalte que usam e ainda são invejosas, falsas e frágeis. Eu tenho vocês para serem minhas marionetes, minhas cadelas, e meu sadismo está fazendo minhas mãos se aquecerem.
Depois de explicar para esses seres rastejantes e totalmente inúteis, eu pego meu chicote e começo a saraivada de surra. Nossa como meu clitóris fica ereto nessa hora e preciso me conter para não entrar num Domspace. Não sou pequenina, sou grande e um trample com vontade nessas vadias pode gerar muito tesão ou até uma fratura hehehehe, depois é claro, tortura naquilo que eles pensam que usam, sacos e pênis, uauuu... Ball Busting para valer e sem safe-word e para batizar, depois de marcas e urrando por clemência, minha chuva dourada e deixar lá, jogados no chão, mijados e sofrendo que se mais uma vez vier rastejando e implorando minha atenção, mas agora, sem perguntas de porque sou sádica.

Por Senhora do Castelo

A super estrutura e a infra



A psicologia social mostrou o que eu sempre acreditei que os indivíduos são considerados um organismo biológico que interage no meio físico, sendo que os processos que ocorrem dentro dele são as causas de seu comportamento.
Cada indivíduo traz consigo tais processos psíquicos que somente podemos conhecer através do que ele consegue passar através de seus atos, cultura e vontades, mas fundamentalmente é um ser que necessita de outros para sobreviver, não se reproduz sozinho e através de sua infraestrutura, isto é, suas necessidades básicas, cria a superestrutura, as idéias sendo um ser histórico-social e a psicologia social nasceram para servir a classe dominante.
Posto isso, eu percebi que eu sou a classe dominante, sim caros escravos e cadelas, eu sou quem domino e posso usar dos meus atributos para reconstruir meu reino, sendo dominante e tendo lacaios submissos desejosos de sentirem-se encoleirados, mas aqui vai uma grande advertência, agora eu seleciono com mais critérios os que poderão ficar sob meu julgo, somente os que tiverem capacidade de se sacrificarem em prol as minhas necessidades, pois sem dor, sem ganho.
Explicando melhor, não é dor física que estou falando, já que levar chicotadas de uma Rainha como eu é só ganho, não é? Quando falo isso me refiro à entrega sabendo que eu terei apenas aquele momento com o escravo, horas, um dia, um fim de semana e depois cada qual vai para suas vidas. Tudo bem, assim é a superestrutura.
O que eu percebo é que cada escravo não quer perder nada, não quer abrir mão de nada e somente beber do meu conhecimento e dominação e não é por aí, se sou Rainha e preciso manter-me como tal, é necessário que o escravo se dedique a isso e por isso existem tributos, mimos, não sou profissional, pelo contrário, mas o que deve ser uma troca justa, tem que partir do meu escravo, ou não é meu?
Eu estou bem assessorada e com mais bagagem para dominar, mais recursos e mais necessidades. Nos momentos de dominar, quero alguém a minha altura, quero escravos libertos de algemas e amarras do seu passado ou de suas vidas mundanas, pois eu já largue minha vida baunilha há muitos anos, décadas na verdade, só preservo minha vida profissional e eu darei na mesma moeda, suas vidas profissionais serão resguardadas, mas as entregas terão que ser mais íntegras, sem mentiras, desculpas ou medos, pois se eu estou falando que sou o que está postado aqui, leram e viram que eu sou, e sabem que somente eu poderei atender os seus desejos e necessidades.
A propósito, hoje tenho outros tipos de necessidades e preciso saber se meus escravos são capazes de atender tudo que pedir e desde já quero avisar os novatos que, descartar pessoas inócuas está sendo muito mais fácil do que antes, pois agora eu compreendo bem que existe uma troca desigual nos nossos encontros, pois eu dou o prazer e recebo quase nada.
Por Senhora do Castelo.

Justiça no Castelo.


Uma das coisas que aprendi nessas décadas todas de dominação é que eu busco a justiça e trago essa palavra de Aristóteles, que fala sobre trocas iguais. Todos sabem que sou sádica e que respeito todos os limites e porque não dizer, o desejo de cada escravo que entra em minha senzala. Para tanto eu necessito de muitas coisas que são invisíveis aos que leem esse blog, coisas de bastidores que agora preciso falar.
Sempre me falaram porque nunca fui para o lado da dominação profissional e a resposta é curta: Sou sádica por natureza e faço somente o que eu quero, mas pensando nisso, eu também faço o que todos querem: Serem subjugados, invertidos, humilhados, surrados e submetidos as mais cruéis torturas psicológicas, além de sentirem realizados, satisfeitos e com todo prazer que buscaram em mim.
O que eu estou sentido nesse exato momento é que existe algo que eu saio perdendo nessa troca de prazeres, pois para que eu seja uma dominadora como todos sonham, eu abro mão de minha carreira, família e gasto muito em estudos, viagens, preparativos, embelezamento e hospedagem, já que a maioria mora confortavelmente em seus lares bem longe de mim, dentro de suas famílias, outros com ex esposas, mas com vínculos de pensão, filhos e por aí vai.
Se estamos falando de justiça, fica evidente que falta muito para sermos justos, não é?
Eu nunca cobrei por sessões, nunca cobrei para acessarem meu blog, que sempre teve o maior nível ético e didático, já que muitos até pedem opiniões, consultas e imploram para que façam com o que eu escrevo no blog.
Felizmente hoje eu posso ver aqueles que estão conscientes da minha posição superior, mais que isso, que veem em mim sua dona real, uma rainha, tutora e que retribuem de forma calorosa todo esforço que faço.
Infelizmente eu vejo também os que só pensam em seu prazer, já que está tudo prontinho, né? Rainha bem produzida, cheio de sadismo para saciar a vontade de cada um, textos e roteiros bem elaborados e fico indignada por eles não sentirem a necessidade de que eu receba tributos, mas agora chega de ser tola. Nenhum desses desprezíveis escravos serão tolerados por uma Rainha do meu nível, em um bom tom para entenderem, esses mesquinhos terão tolerância zero, definitivamente.
Eu não vou tolerar na minha senzala os que são fracassados em suas vidas, que se dividem em uma vida baunilha e deixa somente as sobras para saciarem seus desejos em detrimento dos que realmente se comprometem com meu estilo de vida, os meus escravos sempre fiéis e verdadeiros, que dão o que eu preciso para continuar, dessa forma vou levar muito a sério a troca justa, se eu dou tudo que vocês procuram, também quero ser mimada, receber tributos espontâneo, pois sou Rainha e gosto de ter minhas necessidades supridas, ganhar presentes.
Não me comove mais as súplicas de quem se mostra mais interessado no seu próprio bem-estar, na sua vida privada e não se importa em manter uma relação por igual para com sua dona, poxa vida, eu é que sou a dona e muitos vêm falar de seus problemas, suas vidas, suas esposas?
Nada disso. Mais uma coisa, a partir de agora haverá multa como castigo, isso não é algo novo, mas quero deixar claro no blog que eu não estou brincando. Agora eu sou a lei, eu sou a Senhora do Castelo.

Por Senhora do Castelo.

Ter tutor ou ser tutorada. (Torturada?)


Nessas minhas décadas de prática de BDSM eu aprendi uma coisa, nunca sabemos tudo sobre BDSM, estamos sempre aprendendo e o próprio BDSM está sempre em mudança e eu poderia citar o filósofo Heráclito que diz que a verdade nunca é estática, é sempre um devir ou o contemporâneo Raul Seixas: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
Tudo que aprendi foi lendo, sentindo e aprendendo com quem sabia mais sobre o assunto.
Nos dias atuais eu posso ser tutora de alguém facilmente, uma dominadora ensinando ou formando outra e modéstia parte, eu não tenho tempo para todos que me procuram, tenho que ter ajuda e até para minhas próprias práticas é necessário mais que uma dominadora.
O fato é quem com tantas novas tecnologias, por exemplo, o aparelho de choque para tortura, os mais diversos meios de dominação virtual e meus conhecimentos técnicos em psicologia abriram um leque de variedades de dominação, que me fez buscar um tutor e com ele conheci que existem mais tons entre o branco e preto, existe os 50 tons de cinza.
Muitos podem querer entender ou questionar o fato de eu ser submetida ao treinamento ou as ordens de um tutor.
Em primeiro lugar ele é MEU tutor, eu não contratei um tutor, eu escravizei um tutor, ele é meu, somente quando eu o libertar ele poderá servir a outro, ninguém mais será tutorada por ele a não ser que eu mande ele fazer isso.
Segundo: Eu quem determino o que ele vai fazer, quando, onde e como. Dessa forma eu não peço ou obedeço, eu mando e aprendo.
Terceiro: Qualquer ousadia dele está implícita que será castigado, severamente, diga-se de passagem, tortura física e psicológica sem safe Word, quer dizer, é uma entrega total (TPE).
Por fim e não somente isso, mas para não me estender muito, tudo que ele me ensina é para eu dominar os outros, ele não é usado por mim, ele me deixa melhor, mais grandiosa, mais poderosa e fica babando ao saber que tudo que ele me ensinou, será para meu prazer e se eu desejar para o prazer do outro.
Ele é meu escravo, ele tem minha coleira e tem que prestar contas para sua dona. Aí de ele me decepcionar.... Ou sorte dele, pois terá uma sessão totalmente gratuita. Não sou sua submissa, não sou subserviente, sou a Senhora da sua vontade. Agora, se ele vai ou não gostar é problema dele, pois eu vou gozar.

Por Senhora do Castelo.

Como uma Deusa você me seduz...


Vamos colocar as coisas em ordem nesse Blog e nas nossas conversas paralelas que tenho com quem o lê, e começo com a letra da música de um filósofo Raul Seixas, não é ironia, ele se formou em filosofia mesmo e se chama “A Maçã”: Se eu te amo e tu me amas e outro vem quando tu chamas. Como poderei te condenar? Infinita tua beleza. Como podes ficar presa que nem santa num altar? Amor só dura em liberdade. O ciúme é só vaidade. Sofro, mas eu vou te libertar...
Pois é gente, estou sendo bombardeada pela minha postura, pelas minhas ideias e por fazer o que Kant disse: “Ouse pensar”. Outros me questionam se acredito em Deus, que devo ter Deus no coração, mas já leram Voltaire? Ele foi o maior crítico a todas as religiões, mas falava: “Não acredito em nada do que fala, mas vou defender até o fim o que pensa” isso sim é que é sabedoria, aceitar as diferenças. Eu sempre fui marxista e a religião sempre foi considerada uma bengala ou um atraso para o desenvolvimento. Sempre fui católica e isso era um conflito na minha vida, fui casada pelo sagrado sacramento, mas o mundo me levou para algo que a igreja não permite e não aceita.
Tenho sido muito mais estável agora que deixo de crer no que sempre tive fé, deixei de ser hipócrita. Não sou casada mais, tenho uma vida mundana e olhando o mundo pela lógica, pela sabedoria. Nietzsche, o maior filósofo contemporâneo nos ensina a nos despir de todos os conceitos e preconceitos, chegando ao nada (niilismo) para construir nossas verdades em estruturas sólidas, verdades concretas e isso inclui as crenças, a religião, Deus e eu fiz isso e recomendo aqueles que vêm em meu “in Box” ficar chorando pelas suas vidas em conflito com suas ex-esposas, com bloqueios em serem minhas fêmeas, que querem ser machos e putinhas na mesma hora e no mesmo espaço... Gente! Tentem retirar os grilhões que estão te prendendo na caverna escura de Platão, venham para a luz, se a luz é Deus... Que Deus? Cristão? Alá? Thor? Ou a sabedoria racional, lógica e concreta? É fácil falar que crê em Deus e divorciar, ter amantes, se vestir como mulherzinha, ser invertida e depois me acusar de ateia...
Outra música que cantam e postam para mim é “Dona”: Não levanto, não me escondo, porque sei que és minha Dona, desses traiçoeiros. Sonhos sempre verdadeiros...
Hoje não sonho mais e acho que meus escravos devem parar de sonhar e ser real, chega de virtual ou de castelo imaginário, estou no terreno aristotélico, tudo deve ser provado, materializado, lógico e por isso vamos ser realistas, gente. Os que me conhecem sabem o quanto eu lutei para manter esse blog e minha vida com os poucos recursos que tenho, agora temos a crise econômica e meus estudos, que saem do meu bolso, na letra diz: “Teus desejos, uma ordem.Nada é nunca, nunca é não...” certamente antes era assim, mas agora meu blog tem que ter especialistas e está sendo difícil mantê-lo e como nunca cobrei nada, jamais me considerei ser pró-domme ou impedir que leiam minhas postagens, o fato é que se eu não receber mimos e doações espontâneas, tudo vai ruir, tudo vai acabar, pois ser culta e atualizada, ser uma rainha e manter um Castelo é necessário receber tributos, como toda rainha e para aqueles que cantam sobre o amor e o poder (música da Rosana), sejam bem vindos e aos que já contribuem, eu só tenho a agradecer com o feedback que consigo dar “Como uma deusa, você me mantém. E as coisas que você me diz me levam além...”

Por Senhora do Castelo.

Conflitos de um submisso existencialista.



Para Freud só existem três tipos de pessoas: Neuróticos, psicóticos (doidos e loucos) e perversos. Eu me considero um homem extremamente racional e tenho aversão a fracassados, que levam o fracasso para seus filhos e se perpetuam, porque eles competem com os filhos. Meu racional transforma em questão de honra vencê-los e vencê-los significa não só ser "bem sucedido", mas ser o homem para sua esposa. Fica impossível aceitar quem é perverso no sexo e normal no resto e quem é normal no sexo é neurótico no resto. E eu preciso entender meus desejos de ser invertido, ser sua escrava para a minha vida ter sentido. Não posso me transformar em uma travesti, racionalmente falando, porque seria a vitoria deles. Entende meu conflito? E eu continuo querendo e pior ainda, entregar-me a uma rainha sádica cada vez mais sem ter direitos as minhas vontades, mas realizar a sua, ser seu escravo, melhor, escrava da Senhora do Castelo. Vivo essa guerra ha 44 anos. Por isso que imploro que me transforme em sua escrava 24x7 será minha libertação e um dos meus maiores desafios, já que não tem como eu evitar. Pq gosto de dar meu rabo: Perversão? A Senhora pode explicar melhor? Explica-me vai... Porque sou perversa?
Esse escravo em especial sabe que eu sou 100% ativa e que não rola sexo papai e mamãe comigo, e ele sabe que se entregar-se 24/7 está assumindo sua perversidade ou parafilia por livre e espontânea vontade. Ele tem fatores inibitórios que o levam a um conflito e tem que lidar com isso, tem que reconhecer que nasceu para servir, isso já está bem claro desde o século XIX por Freud, uma pessoa que teve algum trauma na fase do complexo de Édipo, quando adulto será ou sadomasoquista ou fetichista. Nesse caso ele me parece os dois, quer ser travesti, mas o racional (superego) não o permite, quer ser minha escrava e ser invertido quando eu desejar usá-lo. Ótimo, pois somente através de uma pessoa dominadora alpha como eu é que pode rebaixar sua insignificância de macho e através da minha dominação, dos meus métodos, consigo baixar suas defesas racionais e transformá-lo naquilo que sua psicogênese sexual o fez, uma masoquista feminina com desejos de se submeter-se a uma mulher dominadora, talvez como uma lembrança de suas fantasias libidinosas da infância, onde foi totalmente dependente de sua mãe e agora quer reviver essa experiência comigo, isto é, ser uma criancinha totalmente indefesa em minhas mãos, ou melhor, sob meus pés e sendo usada e abusada por sua dona. Não quer ser travesti? Se entregue de corpo e alma e eu farei de você a minha putinha eterna, venha lamber minhas botas, porque é para isso que você serve e que se dane sua razão, a razão agora sou eu, eu sou sua consciência, seu desejo e seu algoz, submeta-se e pare de se lamentar. Quero seu rabo.

Por Senhora do Castelo

Respondendo a um escravo que é corno e gosta de inversão: Porque eu gosto de dar?


Essa é a pergunta mais freqüente devido eu gostar 100% de inverter meus escravos e eles se acharem homossexuais e não tem nada haver. O fato de gostar de “dar” é porque existe um prazer quando se massageia a próstata. Ponto final. Quem nunca curtiu isso é devido a fatores inibitórios de sua cultura, os latinos morrem de medo de serem taxados de gays. Falam que se sentem menos homem ou viril e quanto a inversão com feminização tem duas explicações, uma um puro fetiche de se vestir de mulher outra está ligado ao masoquismo feminino definido por Freud em um de seus artigos, que simplificando, existe no imaginário do homem uma sensação de que a mulher é submissa, usada e desejosa de ser penetrada e sendo masoquista, seria uma forma de se submeter, ou eu meter neles (risos).
Gosto de ver minha mulher dando para um macho que eu considere mais viril. Por quê?
Nos EUA se chama cuckold e aqui fantasia de corno e foi muito bem estudado por Lacan. Existe uma lembrança muito forte dos homens adultos de seu amor pela sua mãe entre 3 a 4 anos quando estão na fase fálica e se dá o complexo de Édipo. O que Lacan entende é que se por acaso o filho presencia a mãe com seu pai na cama ou por comentários deles, isso cria o desejo de ser o pai ou de ver o pai com a mãe e ele se imaginar como pai, mas somente vendo (voyer). Essa lembrança infantil pode ficar como uma fantasia erótica quando adulto. Como sua esposa ou namorada é a substituição do amor que sente pela mãe, é comum ter fantasias nesse sentido, isto é, ver a esposa transando com um macho, se for masoquista, ele entra ativamente na cena sendo um capacho da esposa ou dos dois.
Por Senhora do Castelo

Perversão, neurose ou BDSM?


Quando eu inicio um submisso a ser uma de minhas cadelas, existem conflitos e dúvidas deles que os fazem sempre recuar na entrega e somente depois de eu usar meus conhecimentos adquiridos na faculdade e nos meus contatos de profissionais da área mental é que eles se soltam.
Como estou estudando o BDSM na ótica de Freud, muitos pretendentes a serem minhas cadelas ficam me questionando, rotulando-se e perguntando, sem nem mesmo terem conhecimentos básicos de psicanálise ou pior ainda, autodiagnosticando-se sem nem uma sessão de psicoterapia, mas algumas coisas é bom falar. Perversão é um termo que hoje seria parafilia, isto é, uma pessoa que troca o prazer orgástico do coito genital (Pênis-vagina) por outro tipo de prática, onde o sexo coital está totalmente descartado, em outras palavras, não se vai para a cama depois de uma sessão de sadomasoquismo, ou inversão ou podolatria, por exemplo. Vamos às perguntas mais comuns.
Li o texto sobre Freud. O que é um neurótico? E um psicótico? Onde entra o sadomasoquismo?
A diferença é a seguinte, uma pessoa que é rotulada como neurótica tem sintomas neuróticos e não conseguem se livrar deles, tipo tiques, pensamentos repetitivos, rituais, crises histéricas que impedem de levar uma vida normal na sociedade sejam na família ou no trabalho, mas na cama eles são perfeitamente normais, sexo pênis-vagina e até pode ter fantasias, como o BDSM, podolatria, inversão, feminização, mas só de brincadeira, só para apimentar a relação, no caso de gostar de chuvas também não  são consideradas perversão, tem fantasias de comer fezes, tomar urina, enfim, mas vivem sem isso para se relacionar com suas parceiras. Podem ter impotência sexual, mas veja que ele quer penetração, com uma parceira, enfim, é isso que é neurótico, pessoas que tem vida sexual saudável e dentro das normas estabelecidas pela sociedade, mas suas personalidades apresentam sintomas visíveis na vida social. Já os perversos nunca aceitam o coito pênis vagina, mas todos nós podemos ter traços dos neuróticos em nossa personalidade, ser mais obsessivo, ou ter tiques ou rituais, mas que não interferem em sua vida social.
Por Senhora do Castelo.

Ser ou não ser? Eu transformo e será.


Não adianta ficar lutando contra seus desejos mais íntimos e proibidos pela sociedade, ou seja, podem lutar e lutar... Não conseguirão escapar daquilo que eu vou transformar. Depois que eu liberto desses preconceitos ocorre o contrário, são eles quem pedem, quase imploram para acontecer e isso é porque quem domina o desejo não é racional e não se pode lutar contra o que dá prazer de verdade. O que te dá prazer vem lá de dentro e é incontrolável.
Vejamos um caso específico: “Senhora, eu sou completamente dócil e domável e quero ser domado e usado como mulher, ser abusado. A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais? Quero te pertencer, implorar por mais. A minha razão é que me faz evitá-la, fugir de uma relação mais profunda, é minha maior inimiga. Ajude-me a reduzir sua influencia sobre as minhas escolhas e me terá como sua puta efeminada para sempre. Lembrando que essa é uma fase de decisões gerais e definitivas na minha vida, pois quero a sua influencia cada vez mais decidindo minha vida”.
Como posso explicar de forma didática algo tão complexo? Seria um reducionismo, mas nesse blog todos esperam algo lógico e analisando de forma prática temos um escravo culto e racional ao extremo que está desejoso de se feminizar. Dentro do superego, ou seja, das pressões sociais, encontra-se forças inibidoras devido a uma necessidade de socialização de todos numa sociedade e dessa forma essas forças criam em pessoas mais racionais repugnância a comportamentos inadequados, que vão impedir um relacionamento moral cristão através da educação, que orientam para seu objetivo de procriar e ter filhos, além do papel de ser um homem masculinizado e possuir mulher, mas que podem conduzir o sujeito para um bloqueio total de seus desejos que não se enquadram na RAZÃO aprendida, chegando a renunciar ao ato sexual, caso não possa realizar sua fantasia.
O que fazer nesses casos. Vejam que ele pensa em uma técnica mais cognitivo comportamental: “A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais?” Mas como eu disse, aqui temos duas forças contrárias, sua razão cria fatores inibitórios (superego) e seus desejos querem perverter as normas sociais e ser feminina e isso vem do inconsciente, do Id. Dessa forma, primeiro eu devo mostrar que nós somos normalmente ambíguos, temos desejos opostos ao mesmo tempo e não adianta eu ficar “criando” comportamentos, mas sim mostrando que ele tem bloqueios racionais vindo da sua cultura e que seus desejos do Id estão aprisionados, recalcados, bloqueados. Somente quando ele entender que essas forças ativas relacionadas da pulsão sexual podem muito bem ser normal, isto é, que desde sua formação sexual na infância criaram formas diferentes de obter prazer, ser invertido, ser um objeto em minha mão, ser uma massa moldável por uma mulher dominadora é que ele vai se realizar, mas não existe uma explicação tão simples, não adianta eu falar algo de causa e efeito porque necessita ser submetido a uma psicoterapia e somente ai descobrir quais são seus fantasmas que estão incomodando hoje seus desejos. O fato é o seguinte, na nossa gênese da sexualidade, podemos seguir uma forma baunilha ou sadomasoquista e isso somente se descobre quando a pessoa tem um desejo incontrolável de ser uma cadela, uma putinha nas mãos de uma sádica ou ser transformada em minha sissy totalmente submissa... Qual a resposta para isso? Se entregue a mim sem preconceitos, porque eu sei a resposta.
Por Senhora do Castelo.

Um Sonho realizado: Sou sua vadia Senhora.



Vou reproduzir uma carta que recebi e tudo é literalmente o que eles escrevem para mim, vejam.
Lembra como eu gostava. Queria dar uma de machão e você me obrigar tudo ao contrário: mandava vestir-me de calcinha e apanhava muito na cara sem dar um pio...amarrava meu pênis para traz..Me fez entender que não sirvo pra ser mais homem só um corpo inútil. Igual a senhora, eu não encontrei ninguém. Gostava quando me obrigava a vestir calcinha, vesti só para enviar uma foto. Você vestiu em mim. Não lembra? Até me deu uma de presente. Vestiu-me e mandou-me ficar com ela por baixo, uma pretinha. Depois me amarrou puxou pinto para traz e fotografou. Deu muito tapa na minha cara. Mandou-me dormir assim e não te perturbar... Que delicia aqueles tapas bem fortes. Sabe o que mais me impressionou? A forma com que você se transformou na hora que falou séria comigo. Deu os tapas na cara e me fez calar. Você é real. Estou louco pra arrumar um emprego de sua empregadinha e aí sim muda tudo para mim. Quero sofrer nas tuas mãos de novo, mas agora ser uma vadia real para a Senhora do Castelo.  Queria dar uma de machão e você me obrigar vestir calcinha novamente e a força e bater muito na cara eternamente. Bem seria dando ordens e nunca mais ser homem, amarrado a sua cama, nos pés da cama, ouvir xingamentos por meus serviços não estarem a seu gosto, todo tempo assim, como sua putinha, sua cadela, ser usada invertida quando desejar.
Conclusão: Não houve um sequer que não investi e eles sempre voltam aos meus pés, não existe ninguém como eu.

Por Senhora do Castelo.

Mundo paralelo, escravos que vão e vem.


Tudo que eu faço é com paixão, já me falaram que paixão é doença, que é patológico, sou um doente terminal? Não, e creio que ser apaixonada eternamente é bom demais e eu sou a contradição de Schopenhauer, que sempre definhou as românticas como eu. Sou uma mulher sádica, mas não quer dizer que não sou mulher e tenho emoções tão fortes como os golpes do meu chicote.
Parece mesmo que existem dois mundos, um para nossas fantasias, desejo, realizações dentro da dor, humilhação, degradação e sofrimento que somente eu consigo proporcionar para meus súditos e cadelas sem nenhum pingo de vergonha e constrangimento, e outro que eu chamo de sociedade hipócrita, mas que devo admitir, é o mundo onde se provem de títulos, capital e conforto moral, espiritual e familiar.
O mundo do desejo acontece geralmente no mundo virtual, gente se rastejando por um punhado de migalhas ou a pisada forte das minhas botas,  e no mundo concreto e confortável se dá as grandes realizações dos homens de negócio e das mulheres, quase sempre desejosas e frustradas que infernizam seus maridos não dando o prazer que seria o razoável e ai eles querem sofrer e ser adestrado no meu mundo, onde só existe lágrimas, dor e entrega e preferivelmente, entrega de suas bundas.
São sempre as mesmas perguntas, leia: “O que fazer? Como faço para ter a senhora novamente? A senhora sabe que eu gosto. Disso a senhora tem dúvida? Gostaria novamente? Queria novamente? Por que não?
Deveria deixar gravadas as respostas, porque todos vocês são cadelas. Cadelas tem vida curta e servem para ficar nos meus pés, sendo adestradas e isso dá muito trabalho e poucos ganhos, embora muito prazer em usá-las como minhas putinhas.
Diante de minha negação de nova chance é comum ouvir, leia: “E se eu tentar mudar? Tentar melhorar?”
Colocando de forma didática a situação, se conhece Freud sabe que um homem se define até os 6 anos de idade. Ou se é uma coisa ou se é outra, mas se já se mostrou um homem que vive em mundos distintos, um mundo que vive confortavelmente o seu Ideal e outro para realizar suas frustrações e recalques. Eu não sou a mãe do Édipo cadela, eu sou uma mulher de fibra, uma Domme. Uma mulher sádica é isso que sou e sempre fui, não tenho dois mundos, só o meu e se você quer que eu fique realizando suas fantasias infantis, ou curando sua ferida narcísica, está falando com a pessoa errada.
Então eu sei distinguir o que vive para mim e o que vive em um mundo paralelo, isto é, na caverna de Platão: Um idealista que só quer me iludir. Vão com seus ideais para outro palácio, porque aqui é masmorra mesmo.
Senhora do Castelo.

Meu Castelo Virtuoso e Justo (Um diálogo)



- Olá Sra. Anne... Bom dia! vi que no seu perfil está escrito ''Senhora Do Castelo'' o que significa isso?
- Uma proposta que tem como base o Castelo pedagógico do Marquês de Sade, conhece?
 - Sim, eu entendi que é sádica (e muito talvez) e eu sou masoquista, claro...
- Eu me considero uma Sádica filósofa, pois gosto e busco usar o pensamento de Aristóteles. Quando você coloca que eu seja muito sádica eu te respondo que antes de ser sádica, sou virtuosa no sentido aristotélico e isso significa que sou muito moderada e equilibrada. Nem muito sádica, mas também não deixo de ser eu mesma, isto é, soberana no meu castelo. Eu faço as regras e quem deseja entrar, tem que seguir a minha moral, já que é um grupo fechado.
- Onde a Senhora é a rainha e tem escravos masoquistas?
- Bom, é um espaço com regime totalitário, portanto, somente entram os masoquistas, mas veja bem, muitos como você, que estão lendo e entrando em contato comigo, não tenho como saber se estão dentro do que espero, mas eu sou justa, existe uma justiça no meu reino. Os que querem realmente ser usados por mim saberão que podem contar com meu apoio e orientação, pois eu dou oportunidade das pessoas se encontrarem, servirem ou sofrerem sob meu chicote. Eu penso que todos que lêem meu blog estão em forma de potência e necessita de uma oportunidade de se tornarem ato, isto é, de serem masoquistas praticantes e não ficarem somente nesse plano do imaginário, entende?
- Não entendi muito bem como é que nós podemos entrar nesse castelo, ou como a senhora faz para podermos colocar em prática nossos desejos. Os escravos são adestrados à escravidão?
-Guio com mãos de ferro, sadismo e sem qualquer referência ou concepção baunilha.
-  Hummm...que lindo isso... Escravidão verdadeira...
- O BDSM é uma prática que respeita uma ética, e como deve saber ética é algo universal, diferente de moral, por exemplo, todos sabem que devem seguir o que é são, seguro e consensual, isso é ética, pois visa manter a vida do escravo, escravidão verdadeira não é nada ético.
- Mas eu discordo, de fato eu acho que na verdadeira escravidão, o escravo tem que pensar SOMENTE em apanhar e ser humilhado, em obedecer e servir, não deve pensar em outras coisas, como sexo e afins. Chegar ao ponto dele preferir SEMPRE limpar com a língua a sola das suas botas que fazer amor com a miss mundo...
- Você é livre para entrar ou não no meu Castelo, uma rainha virtuosa vai saber moderar cada ação do seu escravo, sim, desejo tudo isso, mas se eu o fizesse sem seu consentimento, sem seu desejo, estaria sendo negligente, deixaria de ser virtuosa.
- Deve ser muito lindo isso tudo... Por exemplo, se a Senhora der a permissão para que o escravo pensasse em apanhar possa se masturbar e não em outras coisas.
- Olha só, isso é algo que não é virtuoso, não acha? Apanhar sim é para isso que vocês servem e eu gosto, mas chegar a se masturbar diante de uma rainha como eu, pense nisso...
- Ah sim... Claro! Sem a surra não consegue ter orgasmos.
- Amo o BDSM por esse motivo, pelas várias perspectivas que dispõe, tenho uma cadela há 7 anos e a conheci com  19 anos, quando ela coloca calcinha não tem ereção e no instante que a tira a ereção reaparece.O  significado para ela da calcinha é entrar em transe total, ser mulher na íntegra por um simples objeto, por essas e outras não relaciono-me baunilhamente, vivo o BDSM de forma integral e só relaciono-me dessa forma.
- Ou seja, para ter qualquer tipo de relação com a Senhora o homem deve ser necessariamente muito masoquista e desejar ardentemente a escravidão, não é?
- Não, você está equivocado, sou justa, sou virtuosa porque busco saber o que é mediar, dou assistência, troco informações com outros profissionais e busco me embasar na filosofia e na moral do BDSM, dessa forma, eu sou justa, abrindo permitindo que me sirvam de acordo com as limitações de cada um, seria injusto limitar essa entrada em meu Reino.
-Sabe... Aquele tipo de escravidão que com o tempo a Sra. o adestra a se ele quiser falar, tenha que vir de joelhos, cabeça baixa, quase com os lábios no chão e pedir permissão para falar? –
Sim, este é o que almejo, por isso busco técnicas para tal.
-Que viva com o chicote pendurado no pênis... Que deseje ardentemente as surras... Que peça pra apanhar... Que a vida dele tenha sentido somente na humilhação e na escravidão. A Senhora tem uma foto onde estão indicando com o indicador as suas botas... Isso é muito forte para um masoquista como eu, rsrsr... Eu não sei se conseguiria... É complicado... Mas a minha natureza é masoquista... Não consigo viver sem isso penso que com o tempo os contextos baunilhas devam diminuir... O meu sonho de verdade é de encontrar uma mulher que necessite disso tudo tanto quanto eu... Eu PRECISO disso para viver... E só pode dar certo com uma mulher que também precise disso tudo. Uma mulher que para se excitar tenha que viver numa condição de sadismo e de escravidão
-Para tanto, meu jovem, estou aberta a possibilidades e se quer deixar de ser potência para ser ato, confie na segurança de uma Rainha que sabe o que está fazendo. Não somente excito-me com essa condição, como só permito-me gozar nela, não me realizo de outra forma.
Por Senhora do Castelo.

O Amor é o desejo do outro ( Jaques Lacan)



Essa frase é do psicanalista francês Lacan, seguidor da teoria freudiana que se baseou na obra clássica “O Banquete” de Platão.  É sempre frequente que meus escravos, cadelas como gosto de chamá-las, já que me servem somente para serem curradas por mim, sem piedade e simplesmente jogadas para o canil depois e mais nada... (risos sádicos). Mas eles querem mais, ótimo, eu digo então, me façam rainha de um reino real, sirvam-me como escravos reais, contribuam com coisas reais, eu necessito de roupas de rainha déspota que sou, créditos no celular para mandar em meus súditos, instrumentos para judiar e punir meus escravos rebelados e por ai vai, ou vão ser real ou vão ficar somente idealizando? Nunca cobrei nada financeiramente, não sou uma dominadora profissional, mas existem necessidades básicas pra manter um reino, nada é de graça e não nasci rica e nem sou ainda, pelo menos em bens materiais, porque como dominadora, sou realizada, tenho dezenas aos meus pés, que basta um Whats app pra correrem ao meu chamado.
Maquiavel já disse em seu livro “O Príncipe” que quem manda e deixa seu povo feliz é amado e é a pura verdade, eu sou amada, sem modéstia, sou adorada por meus súditos. Mesmo os que brigam, discutem e saem “brabos” com sua rainha, depois voltam rastejando ou os que não voltam e eu quero sua servidão, sei como fazê-lo voltar pra meu calabouço. Sim, tenho alguns que não posso dispensar,  gosto deles e também preciso ser saciada naquilo que não tenho no momento, depois descarto como casca de laranja chupada.
Tem um dos meus escravos que fala o tempo todo que me ama, me quer, reclama que quer algo mais, ser especial, enfim, eu digo que ele é um escravo apenas, que se contente com as sobras. Ele reclama que eu não o amo, ou que não demonstro esse amor... hahahaha eu retruco, como não, eu cuspo na sua cara, depois dou-lhe 10 bofetadas, te coloco de quatro, faço amor no seu bum bum e ainda jogo todo meu líquido delicioso na sua boca, a chuva durada e você ainda diz que eu não faço nada? Eu te inverto, torno minha cadela e quer mais o que? Amor?
Por outro lado, tem um escravinho que me da nos nervos, o bicho é escroto, cartesiano, todo certinho, tudo classificado e extremamente crítico, vive babando por mim, faz tudo que eu mando, contribui até mais do que o necessário, enfim é o mais dedicado, mas não dá o braço a torcer e esse ai jamais disse que me amava. Eu o provoquei, pois sei como ele é radical com as palavras e disse que eu estava amando-o. Nossa, ele ficou desnorteado e falou que isso seria impossível. Hehehehe, bobo, tonto, quanto mais eu humilho, mais ele se dá, enfim, o amor é o meu desejo, quem me ama faz o que for necessário para me suprir em todas minhas necessidades. Eu sou uma Rainha, Deusa e pessoas como eu não posso ficar presa a um altar como santa para ser venerada, eu tenho muito amor, muita bota pra usar chutando cadelas, muitos saltos altos para pisar no preconceito e muitos chicotes pra acertar corações valentes e por isso, contentem-se em submeter-se a mim, amem a sua rainha, dediquem-se, que serão recompensados pelos meus desprezo e sadismo e nada mais.

Por Senhora do Castelo

Mentes criminosas ou mente perigosa?



Fui questionada sobre eu ter uma mente criminosa, creio que por quem acompanha a série de televisão. A história deu o que falar. Resumindo o fato é o seguinte, paixão, se me lembro bem, vem da palavras “Pathos” que em grego significa doença (patologia) e alguns submissos lêem esse blog e depois de manterem contato comigo no real, querem a experiência e os que misturam o BDSM com a realidade se apaixonam e se entregam totalmente e perdidamente, desejam realmente ficarem sob o jugo de meu chicote e eu piso, humilho a vontade, tiro o couro... não é silogismo não, eu tiro realmente o couro e tenho fotos para provar... mas, enfim, como não existe o País das Maravilhas e o BDSM é uma fantasia que se leva muito a sério, mas é uma fantasia que ainda não é aceita por nossa hipócrita sociedade, um dia desses me aparece um servo de 19 anos com mala e cuia para ser meu escravo real e morar na minha casa como um cão, no chão, ser colocado na coleira e somente comer os restos da minha comida que eu jogaria aos meus pés, sim, tudo real e eu disse que aceitaria se ele fosse totalmente desumanizado, que andasse de 4 dentro da casa e somente viesse perto da dona ao ser solicitado, eu vivi como a “Venus das Peles” obra de Sacher-Masoch por meses. Surras, humilhações, vigiava os serviços domésticos e xingava até a ultima geração e ele gozava sem se tocar, claro, vivia no cinto de castidade e apanhava muito. Mente criminosa? Qual nada, ele beijava meus pés em agradecimento, mas apanhava mesmo assim, ninguém fica beijando meus pés, muito menos cadelas como essa, enfim, como nada é de graça e tão fácil como devem achar, num dia o escravo surtou, teve um chilique. Vocês vão pensar que ele não aguentou as torturas e ser um escravo real, NEH? Nada disso, gente, isso durou meses, ele surtou porque apareceu sua família o procurando. Ele estava como uma menininha, de avental de empregada e tudo e a família quando viu, chamou a polícia e tudo o mais que vocês podem imaginar, porque não é necessário ficar relatando isso, mas sim a conclusão: Ele não apresentou queixa para os militares chamados hahahaha e tinha acabado de levar uma surra por não deixar a casa tão limpa quanto eu queria. Os policiais falaram rindo que não passava de uma fantasia e não apresentaram nenhuma queixa e foram embora, parece que um deles até gostou de mim... porque será? E eu gostei da cara de seus familiares que foram embora com o rabo entre as pernas e eu mandei levar esse infeliz que me deixou numa situação constrangedora. Eu passei a assistir o “Criminal Minds” depois disso. Realmente pra uma Sádica o gozo fica próximo ao ver como esses psicopatas manipulam suas vítimas com uma lucidez incrível, sem quebrar a imagem de força nele impressa e como as vítimas se submetem as suas vontades, dando a impressão que essas vítimas têm um “não sei o que” de dependência e submissão. Meus professores falaram que existe uma linha tênue entre a perversão e o crime. Eu não tenho uma mente criminosa, mas tenham certeza, tenho uma mente muito perigosa.

Por Senhora do Castelo

O BDSM na perspectiva evolucionista

      
Uma coisa recorrente nos bate-papo com futuros submissos para minha senzala ou os que já estão nela é o fato de sentirem a necessidade de uma explicação racional de seus desejos em serem escravos ou sentirem a necessidade de buscar o prazer sendo desumanizados por mim. Certamente não existe uma explicação definitiva, mas estudando o evolucionismo eu fiquei divagando sobre esse assunto e gostaria de trazê-lo aqui para compartilhar.
Nós somos hoje resultados de um processo evolutivo de milhares de séculos dentro do evolucionismo, tudo se forma a partir de uma célula que desenvolve para pluricelular até sistemas complexos. Os seres humanos foram humanoides, depois H. erectus e por fim sapiens.
Isso significa que a milênio atrás, passamos por uma etapa onde fomos até cadelas. Além, disso, fomos selecionados entre alfa, os que mandam em seus grupos e beta, os submissos ao Alpha. Eu sou uma Senhora considerada no meio BDSM como Alpha. Meus escravos nem poderiam ser considerados beta, porque querem ser minhas cadelas, isto é, ficarem numa posição muito inferior, mais ainda que os Betas, serem seres bem inferiores em relação a escala evolutiva dentro da teoria evolucionista.
Dessa forma eu entendo que para tais homens, ou até mulheres, porque não? Fica fácil entender seus desejos de quererem ser adestrados e tratados por mim como simples seres inferiores e desumanizados, tratados como animais irracionais, graças aos meus conhecimentos do evolucionismo e por ser naturalmente uma dominadora Alpha.
Para os que ainda tem dúvidas do seu papel sexual no BDSM como cadelas, ratos ou seres que necessitam serem domados como cavalos, ai vai minha exemplificação:
Vocês seres rastejantes, na verdade mantém uma lembrança ontológica da evolução na etapa em que fomos um dia animais dentro da escala evolutiva, da fase bestial, então o que tem a fazer é aceitar sua condição inferior a mim e entregarem-se a um ser que assume sua superioridade e sabedoria com capacidade de manipulá-los sob meus pés.
Simples assim, cadelas no cio, rastejem para que sua Senhora Alpha possa pensar em usá-los. Currados e inúteis que são, serão de muito préstimos para que eu possa usá-los a meus desejos.

Por Senhora do Castelo.

Heidegger


Cito um dos filósofos mais importantes na teoria da Fenomenologia, um tipo de terapia utilizada em o filósofo Heidegger. Embora não tenha sido ele o criador do termo. Husserl é quem apresenta a fenomenologia como um método de investigação que tem o propósito de levar as coisas sensíveis à consciência. Já Heidegger é quem vai tratar da existência humana e é extremamente complexa sua teoria, mas gostaria de trazê-la com exemplos dentro do BDSM, utilizando a fala de um escravo. Ele escreveu um livro básico para nós da área, O Ser e o Nada. Nesse livro ele vai tratar de dois conceitos fundamentais que é o ser e o ente e a famosa frase que ficou mais conhecida nos textos de seu colega, Jean-Paul Sartre: "A Existência precede a essência." No caso, o “ser” é a existência e o ente é o que se apresenta para nós. Complicado? O ente é tudo que materialmente se apresenta para nós e podemos estudá-lo de forma científica, estudo ôntico. Pegamos como exemplo um homem que chega a mim e tem um discurso, um corpo, uma inteligência, mas se diz não ser realizado, ser um nada, mas quer se entregar a mim para moldá-lo, usá-lo, escravizá-lo e tudo que vocês conhecem, mas ele se diz “virgem” nesse assunto de BDSM, só tem uma ideia do que é, um desejo nunca realizado e se coloca a meu dispor para estudá-lo. Essa pessoa é um ser ai, um ser no mundo e nada mais. 
O que é o ser? Como ele precede o ente, não temos acesso a esse ser do exemplo, somente por uma investigação filosófica. Exemplo: Porque este homem quer se anular e entregar-se a mim para que eu faça dele o que desejar? É algo filosófico, ontológico. Antes de Heidegger, tínhamos a metafísica para responder a tudo e no ocidente, pelo menos, era uma explicação divina (onto-teológico). Seguindo os conceitos cristãos, será blasfêmia eu ser chamada de Deusa, ou pior, ser superiora a um homem. Com a fenomenologia, isso não é mais uma barreira.
Se o indivíduo não sabe o que veio fazer no mundo tem dificuldade de viver feliz ou ter uma vida digna, pode levar angústia. Essa metafísica e essa manipulação da classe dominante científico-cultural leva mais a incertezas e valores complexos, não deixando o indivíduo saber o que é certo ou errado no momento de agir ou atuar na vida.
Nós temos o livre arbítrio e através de nossa consciência podemos tomar um rumo que ele escolher, mesmo que se arrependa posteriormente. Vamos ao diálogo.
Eu: VC JÁ SE ENTREGOU A UMA SESSÃO REAL?
Escravo: “Nunca antes de ser reconstruído pela Senhora, percebo-me virtualmente "destruído" na totalidade, confesso que são tantas visões, sinto que preciso conter-me. A razão de ser é a Senhora, o que sonho ou vislumbro é irrelevante, sem significado, a menos do que a Senhora própria vislumbra, preso em espaços confinados, úmidos, escuros, sem possibilidade de movimentação... apenas a Senhora e nada mais...”
Eu: “Complexo internalizar... eu sinto esta vontade de fazer de um homem meu escravo, um "verme", "traste" e depois de absolutamente vergado, destruído, a custa de dores, humilhações e degradações absolutamente extremas, ter este "ser" reconstruído como algo novo... é bom saber que está decidido a isso”
Escravo: “sim, Senhora... já aprendi que o gosto das cinzas de cigarro na boca é geradora de muito nojo, gosto terrível que perdura... já senti o lombo queimando como se brasa tivesse sido colocada no mesmo pelo uso do chicote... já bebi licor dourado, já fui exposto a velas e amarrado... mas confesso que não vivi nem perto de tudo que há para ser vivido. Confesso contudo que conversando com a Senhora, compreendo que para renascer tudo que era o passado há de ser "Varrido", apagado, anulado, ao menos até que a destruição/reconstrução estivesse completa, Senhora... sempre em mente que é um ponto de vista "genérico", pois realmente tenho ciência de que o que penso é irrelevante. O enclausuramento seria permanente na mente, tendo o corpo enclausurado ou não, Senhora?” 
Eu:” O que eu eu vejo é que você simplesmente não foi na sua vida o que é o seu ser, mas, agora, pesquisando e entendendo seu ponto de vista e olhando o lado filosófico da coisa, você será: O ser a meus pés.”
Por Senhora do Castelo.

Crise existencial de um escravo


Eu tenho um escravo que teve uma crise existencial e é claro que eu me lembrei de um filósofo lendo as falas dele: Sartre.
Ele viveu na França e foi responsável pela resistência francesa contra o Nazismo.
O Nazismo é um regime totalitário em que seu líder manda absolutamente em tudo simplesmente pelo seu carisma e um dia eu disse a esse escravo que no meu mundo eu sou assim, brincando é claro: SOU UMA MULHER DÉSPOTA, CRUEL E DOMINANTE E COMO VOCÊ SABE MUITO BEM. EU DEVO DESDENHAR DA MISÉRIA, MAIS AINDA, USUFRUIR DELA, POIS QUANTO MAIS MISERÁVEL, MAIS MANIPULÁVEL FICAM MEUS ESCRAVOS.
Vamos ao caso de meu escravo.
Ele é um homem, bem-sucedido, casado e de bem com a vida, mas...infeliz.
Esse escravo tem uma vida confortável e me procurou dizendo que tinha lido minhas postagens e se encontrou. Eu até questionei-o:
- Escuta, você tem meia idade e é poderoso no mundo real. Por que somente agora está querendo mudar tudo?
Ele foi categórico: - Minha vida não valeu de nada, minha vida foi uma grande farsa até o dia em que percebi que eu estava me enganando todo esse tempo, que eu quero ser seu como seu escravo e mais nada.
Eu assinalei que essa decisão deveria vir dele e totalmente livre de qualquer cobrança da parte dele para comigo diante dessa entrega e ele insistiu em que eu fizesse um ritual, que daquele momento, ele seria meu e de mais ninguém e que eu ditaria o rumo da sua vida. Vejam as palavras dele:
“A Sra faria alguns rituais de "purificação" e eu me libertaria da minha vida que levei até o momento e me tornaria seu o escravo preso o tempo todo, de cinto de castidade, podendo ficar de bruços para me usar como uma menininha. A primeira purificação eu ficaria o tempo todo de cinto de castidade, a não ser nós momentos em que a Sra. desejasse tirar. Eu só beberia água purificada pelo seu corpo (Chuva dourada). A Sra. revezaria entre spanking, inversão ativa e ordenhar o escravo. Quero que me quebre, quero deixar de ser macho, sou bem fraco. Dois dias sem comer nada. Gozando de tempos em tempos, apanhando de tempos em tempos. O escravo iria trabalhar a pé, sem carteira e com apenas uma garrafa de água cuspida, purificada pelo corpo da Rainha. E seria usado pra trampling, podolatria e o que mais a Sra. desejasse ou me submeteria a inversão. Depois de dois dias sem comer nada, sem beber muita água, apanhando, sendo invertido, sendo humilhado de todas as formas possíveis e imagináveis e suando muito o escravo vai perder totalmente seu passado, os valores antigos e nascer para servi-la completamente.
Minha existência que vai ser alguma coisa através da sua consciência no decorrer da minha vida sendo doutrinado pela Senhora, pois eu acredito que temos uma multiplicidade de coisas no mundo, valores que podem variar.
Somos totalmente livres para construir o significado da vida e embora estejamos condenados a ser livre, eu escolhi ser escravo e submisso da Senhora.
O que é melhor para minha vida? “Produzir nossos próprios valores sempre vendo o que é melhor para nós ou servindo a uma Senhora que já tem um estilo de vida que sempre sonhei e apropriar do que já existe”.
Bom, com esse depoimento, eu não pude deixar de lembrar-me da filosofia de Sartre. Se uma pessoa seguir o que outra pessoa é, ao invés de somente se inspirar naquela pessoa, isso é chamado de má fé, inclusive culpar sua vida desgraçada por fatores externos ao invés de ver que é você quem faz seu destino. Esse escravo está mudando seus paradigmas, quebrando todos os tabus e convenções da sociedade e buscando uma vida real que ele deseja, ele está fazendo sua existência aproveitando o que eu tinha colocando como meus valores nos meus posts, porque eu acredito nisso.
E eu concluo assim, não importa o que fizeram conosco, importa o que fazemos com o que fizeram conosco. (Jean Paul Sartre).
Por Senhora do Castelo.