quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os novos paradigmas para 2017.



Esse poste será o mais importante para o ano que entra e na verdade as novas posturas da dominadora que sou e as novas regras da minha Senzala serão pautadas agora e já entrarão em vigor dia primeiro de Dezembro, por isso, é fundamental que leiam com muito cuidado.
Estou na metade do curso de psicologia e muito empolgada, mas tenho que refletir junto a todos minha posição, pois ser psicóloga daqui alguns poucos anos, receberei um título, um código de ética e uma responsabilidade que eu teria que escolher ser a dominadora que conhecem ou abandonar tudo isso. O fato é que agora eu tenho muito mais poder, muito mais técnicas e muitos, mas muitos pedidos de entrega justamente por ser o que sou, por usar conhecimentos para controla mentes, ajudar nos conflitos, responder a dúvidas dos fetiches tão apreciados por mim.
Por outro lado, também tem uns pouquíssimos “pé no saco” que me criticaram, ameaçaram, condenaram-me até á processos e questionaram minha ética e o mau uso dos conhecimentos de psicologia para dominar, o que me deixou muito mal, mas conversando com profissionais da área e com os submissos que viram uma potencial dominadora psicóloga, fizeram com que eu desse a volta por cima e continuasse sendo completamente ética comigo e com meus pares.
Nesse ano, eu terminei a fase de conhecimentos básicos e fundamentais em psicologia e os anos que me restam, será justamente a prática, isto é, formação da psicóloga de consultório, educação ou organizacional. Tive um curso de técnicas de diagnósticos e aprendi os testes de psicologia. Nessa última matéria, que é sedutora para muitos, pois querem se conhecer, pude formar um grupo de dominadoras que também estão cursando psicologia e fiz um projeto de pesquisa que acabei de concluir com êxito, sendo que tenho em minhas mãos um teste somente meu para utilizar sem que esbarre nos tradicionais testes que somente psicólogos podem fazer, esse teste é experimental e tem o aval de profissionais.
Desde que eu disse ser estudante de psicologia, meus escravos, cadelas e amigas dominadoras queriam que eu discursasse sobre as causas do BDSM, se era ou não distúrbio ou se tinha tratamento e pior os que estavam em conflitos e me procuravam para serem dominados e ainda serem terapeutizados. Fiz isso, busquei todas as possíveis teorias para ajudá-los, Freud, Lacan, Skinner e fui mais longe, Aristóteles, Platão, Nietzsche e Foucault e o que eu concluo é que cada um tem uma visão da coisa e ninguém, chega a nenhuma conclusão satisfatória. Portanto, a partir de agora não falo mais uma palavra sobre essa celeuma, quem tiver curiosidade, leiam meus posts antigos e comentem, mas da minha boca não vou perder mais tempo debatendo isso, BDSM é a arte de dominar e ser dominado, ponto final. E isso eu sei fazer melhor ainda do que antes.
Do mais, vou ser dominadora mais compenetrada, sem muitas trocas de mensagens, mais objetiva e porque não, usar todos meus conhecimentos que adquiri para domar mentes rebeldes, sejam em conflitos ou disponíveis para me servirem e os mais bem vindos, serão cobaias para meu teste psicológico, criado e utilizado por mim com muito sucesso, diga-se de passagem.

Senhora do Castelo. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vontade de poder



Nietzsche escreveu depois de assistir o desfile da cavalaria ao iniciar a guerra Franco-Prussiana: “Senti pela primeira vez que a mais forte e mais nobre vontade de viver não encontra expressão em uma miserável luta pela existência, mas em uma vontade de guerra, uma vontade de poder, uma vontade de dominar”.
Para ele, o poder no sentido primário é a capacidade de fazer com que as pessoas façam o que queremos e é parte dos instintos humanos. Nietzsche vai muito mais além desse simples conceito e colocou outro termo: “vontade” de poder.  
Pensando friamente e pela lógica da existência da vida, se não existe Deus, qual o sentido da vida? Já que se constitui de sofrimento e luta? Para ele e em concordância com seu mestre Schopenhauer, o ser humano possui uma força irracional, que ele denominou de vontade.
No entanto, ao contrário de Schopenhauer, Nietszche pensa como Aristóteles, isto é, para ele a realidade não tem nada que não possamos ver, sentir, tocar, isto é, a realidade é este mundo e somente essa passagem da nossa vida que nos resta, nada de além da vida ou outra vida, é isso aqui e acabou e por isso, como pensa o Marques de Sade, devemos viver nele com plenitude.
Dessa forma existem dois tipos de homens, os fracos, cuja virtude é típica de escravos: abnegação, auto-sacrifício, colocar a vida a serviço dos outros porque não deseja nada além do conforto e satisfação.
 Os fortes “Übermensch”,  os que dominam são superiores, não porque nasceram assim, mas se tornaram dominadores. O forte de dominador experimenta a vida com maior intensidade e profundidade do que a humanidade comum cria seus próprios valores e suas regras com rigor intelectual, honestidade consigo mesmo e vivem o real, não o ideal ou o imaginário, mas sim a prática, a experiência, ao invés de mero conforto de ficar somente no plano das idéias. Ele procura alegria, não se conforma com pouco, pelo contrário, ele vai conquistando e dominando, inclusive na questão sexual, ele possui o outro para si completamente.
Conclusão: Aquele que é forte para Nietzsche ama a vida e está no mundo real para dominar os que são fracos no último grau: ele quer todas as coisas, incluindo a sua própria vida, e até mesmo a vida daqueles que ele despreza

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quando eu estou quase no Domspace



Porque eu surro minhas cadelas? Existem muitas dúvidas quanto ao meu sadismo. Sempre fui sádica, dominante e depois que vem um homem com desejos fortes de se feminizar, eu radicalizo pra valer, se vai ser minha mulherzinha, minha putinha, tem que ser de fato, com hormônios femininos, sem ereções e muito menos masturbação, eca.
Depois de eles chegarem depilados, com suas bundas sedentas para oferecer-me, fazendo-se de putinhas como minhas vadias, eu mando me agradar de todas as formas, nem preciso pedir mimos e até os instrumentos utilizados, pois eles me dão tudo, hospedagem, as refeições, café de manhã com massagem nos meus pés, enfim, tudo que uma rainha merece e pode obter.
Quando eu falo que serão punidas com chicotadas, ai vem a clemência. Hahahaha. Porque Senhora? Eu mereço isso, já sofro tanto na minha vida, vou ter que apanhar?
Olho firmemente em seus olhos, normalmente baixos e dou-lhe uma bofetada para cair aos meus pés e falo: - Você não questiona, obedece. Não quer ser mulher de Rainha sádica? Eu odeio mulheres, principalmente submissas como você. Elas não se sustentam, são extremamente chatas, não buscam conhecer mais do que a cor do esmalte que usam e ainda são invejosas, falsas e frágeis. Eu tenho vocês para serem minhas marionetes, minhas cadelas, e meu sadismo está fazendo minhas mãos se aquecerem.
Depois de explicar para esses seres rastejantes e totalmente inúteis, eu pego meu chicote e começo a saraivada de surra. Nossa como meu clitóris fica ereto nessa hora e preciso me conter para não entrar num Domspace. Não sou pequenina, sou grande e um trample com vontade nessas vadias pode gerar muito tesão ou até uma fratura hehehehe, depois é claro, tortura naquilo que eles pensam que usam, sacos e pênis, uauuu... Ball Busting pra valer e sem safe-word e para batizar, depois de marcas e urrando por clemência, minha chuva dourada e deixar lá, jogados no chão, mijados e sofrendo que se  mais uma vez vier rastejando e implorando minha atenção, mas agora, sem perguntas de porque sou sádica.
Por Senhora do Castelo.

A super estrutura e a infra



A psicologia social mostrou o que eu sempre acreditei que os indivíduos são considerados um organismo biológico que interage no meio físico, sendo que os processos que ocorrem dentro dele são as causas de seu comportamento. Cada indivíduo traz consigo tais processos psíquicos que somente podemos conhecer através do que ele consegue passar através de seus atos, cultura e vontades, mas fundamentalmente é um ser que necessita de outros para sobreviver, não se reproduz sozinho e através de sua infraestrutura, isto é, suas necessidades básicas, cria a superestrutura, as idéias sendo um ser histórico-social e a psicologia social nasceram para servir a classe dominante.
Posto isso, eu percebi que eu sou a classe dominante, sim caros escravos e cadelas, eu sou quem domino e posso usar dos meus atributos para reconstruir meu reino, sendo dominante e tendo lacaios submissos desejosos de sentirem-se encoleirados, mas aqui vai uma grande advertência, agora eu seleciono com mais critérios os que poderão ficar sob meu julgo, somente os que tiverem capacidade de se sacrificarem em prol as minhas necessidades, pois sem dor, sem ganho.
Explicando melhor, não é dor física que estou falando, já que levar chicotadas de uma Rainha como eu é só ganho, não é? Quando falo isso me refiro à entrega sabendo que eu terei apenas aquele momento com o escravo, horas, um dia, um fim de semana e depois cada qual vai para suas vidas. Tudo bem, assim é a superestrutura.
O que eu percebo é que cada escravo não quer perder nada, não quer abrir mão de nada e somente beber do meu conhecimento e dominação e não é por ai, se sou Rainha e preciso manter-me como tal, é necessário que o escravo se dedique a isso e por isso existem tributos, mimos, não sou profissional, pelo contrário, mas o que deve ser uma troca justa, tem que partir do meu escravo, ou não é meu?
Eu estou bem assessorada e com mais bagagem para dominar, mais recursos e mais necessidades. Nos momentos de dominar, quero alguém a minha altura, quero escravos libertos de algemas e amarras do seu passado ou de suas vidas mundanas, pois eu já largue minha vida baunilha há muitos anos, décadas na verdade, só preservo minha vida profissional e eu darei na mesma moeda, suas vidas profissionais serão resguardadas, mas as entregas terão que ser mais íntegras, sem mentiras, desculpas ou medos, pois se eu estou falando que sou o que está postado aqui, leram e viram que eu sou, e sabem que somente eu poderei atender os seus desejos e necessidades.
A propósito, hoje tenho outros tipos de necessidades e preciso saber se meus escravos são capazes de atender tudo que pedir e desde já quero avisar os novatos que, descartar pessoas inócuas está sendo muito mais fácil do que antes, pois agora eu compreendo bem que existe uma troca desigual nos nossos encontros, pois eu dou o prazer e recebo quase nada.

Por Senhora do Castelo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Justiça no Castelo.


Uma das coisas que aprendi nessas décadas todas de dominação é que eu busco a justiça e trago essa palavra de Aristóteles, que fala sobre trocas iguais. Todos sabem que sou sádica e que respeito todos os limites e porque não dizer, o desejo de cada escravo que entra em minha senzala. Para tanto eu necessito de muitas coisas que são invisíveis aos que leem esse blog, coisas de bastidores que agora preciso falar.
Sempre me falaram porque nunca fui para o lado da dominação profissional e a resposta é curta: Sou sádica por natureza e faço somente o que eu quero, mas pensando nisso, eu também faço o que todos querem: Serem subjugados, invertidos, humilhados, surrados e submetidos as mais cruéis torturas psicológicas, além de sentirem realizados, satisfeitos e com todo prazer que buscaram em mim.
O que eu estou sentido nesse exato momento é que existe algo que eu saio perdendo nessa troca de prazeres, pois para que eu seja uma dominadora como todos sonham, eu abro mão de minha carreira, família e gasto muito em estudos, viagens, preparativos, embelezamento e hospedagem, já que a maioria mora confortavelmente em seus lares bem longe de mim, dentro de suas famílias, outros com ex-esposas, mas com vínculos de pensão, filhos e por ai vai.
Se estamos falando de justiça, fica evidente que falta muito para sermos justos, não é?
Eu nunca cobrei por sessões, nunca cobrei por para acessarem meu blog, que sempre teve o maior nível ético e didático, já que muitos até pedem opiniões, consultas e imploram para que façam com o que eu escrevo no blog.
Felizmente hoje eu posso ver aqueles que estão conscientes da minha posição superior, mais que isso, que vêem em mim sua dona real, uma rainha, tutora e que retribuem de forma calorosa todo esforço que faço.
Infelizmente eu vejo também os que só pensam em seu prazer, já que está tudo prontinho, né? Rainha bem produzida, cheio de sadismo para saciar a vontade de cada um, textos e roteiros bem elaborados e fico indignada por eles não sentirem a necessidade de que eu receba tributos, mas agora chega de ser tola. Nenhum desses desprezíveis escravos serão tolerados por uma Rainha do meu nível, em um bom tom para entenderem, esses mesquinhos terão tolerância zero, definitivamente.
Eu não vou tolerar na minha senzala os que são fracassados em suas vidas, que se dividem em uma vida baunilha e deixa somente as sobras para saciarem seus desejos em detrimento dos que realmente se comprometem com meu estilo de vida, os meus escravos sempre fiéis e verdadeiros, que dão o que eu preciso para continuar, dessa forma vou levar muito a sério a troca justa, se eu dou tudo que vocês procuram, também quero ser mimada, receber tributos espontâneo, pois sou Rainha e gosto de ter minhas necessidades supridas, ganhar presentes. Não me comove mais as súplicas de quem se mostra mais interessado no seu próprio bem estar, na sua vida privada e não se importa em manter uma relação por igual para com sua dona, poxa vida, eu é que sou a dona e muitos vêm falar de seus problemas, suas vidas, suas esposas? Nada disso. Mais uma coisa, a partir de agora haverá multa como castigo, isso não é algo novo, mas quero deixar claro no blog que eu não estou brincando. Agora eu sou a lei, eu sou a Senhora do Castelo.
Por Senhora do Castelo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Ter tutor ou ser tutorada. (Torturada?)


Nessas minhas décadas de prática de BDSM eu aprendi uma coisa, nunca sabemos tudo sobre BDSM, estamos sempre aprendendo e o próprio BDSM está sempre em mudança e eu poderia citar o filósofo Heráclito que diz que a verdade nunca é estática, é sempre um devir ou o contemporâneo Raul Seixas: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante a ter aquele velha opinião formada sobre tudo”.
Tudo que aprendi foi lendo, sentindo e aprendendo com quem sabia mais sobre o assunto.
Nos dias atuais eu posso ser tutora de alguém facilmente, uma dominadora ensinando ou formando outra e modéstia parte, eu não tenho tempo para todos que me procuram, tenho que ter ajuda e até para minhas próprias práticas é necessário mais que uma dominadora.
O fato é quem com tantas novas tecnologias, por exemplo, o aparelho de choque para tortura, os mais diversos meios de dominação virtual e meus conhecimentos técnicos em psicologia abriram um leque de variedades de dominação, que me fez buscar um tutor e com ele conheci que existem mais tons entre o branco e preto, existe os 50 tons de cinza.
Muitos podem querer entender ou questionar o fato de eu ser submetida ao treinamento ou as ordens de um tutor.
Em primeiro lugar ele é MEU tutor, eu não contratei um tutor, eu escravizei um tutor, ele é meu, somente quando eu o libertar ele poderá servir a outro, ninguém mais será tutorada por ele a não ser que eu mande ele fazer isso.
Segundo: Eu quem determino o que ele vai fazer, quando, onde e como. Dessa forma eu não peço ou obedeço, eu mando e aprendo.
Terceiro: Qualquer ousadia dele está implícita que será castigado, severamente, diga-se de passagem, tortura física e psicológica sem safe Word, quer dizer, é uma entrega total (TPE).        
Por fim e não somente isso, mas para não me estender muito, tudo que ele me ensina é para eu dominar os outros, ele não é usado por mim, ele me deixa melhor, mais grandiosa, mais poderosa e fica babando ao saber que tudo que ele me ensinou, será para meu prazer e se eu desejar para o prazer do outro. Ele é meu escravo, ele tem minha coleira e tem que prestar contas para sua dona. Aí de ele me decepcionar... Ou sorte dele, pois terá uma sessão totalmente gratuita. Não sou sua submissa, não sou subserviente, sou a Senhora da sua vontade. Agora, se ele vai ou não gostar é problema dele, pois eu vou gozar.
Por Senhora do Castelo.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Como uma Deusa você me seduz...



Vamos colocar as coisas em ordem nesse Blog e nas nossas conversas paralelas que tenho com quem o lê, e começo com a letra da música de um filósofo Raul Seixas, não é ironia, ele se formou em filosofia mesmo e se chama “A Maçã”: Se eu te amo e tu me amas e outro vem quando tu chamas. Como poderei te condenar? Infinita tua beleza. Como podes ficar presa que nem santa num altar? Amor só dura em liberdade. O ciúme é só vaidade. Sofro, mas eu vou te libertar...
Pois é gente, estou sendo bombardeada pela minha postura, pelas minhas ideias e por fazer o que Kant disse: “Ouse pensar”. Outros me questionam se acredito em Deus, que devo ter Deus no coração, mas já leram Voltaire? Ele foi o maior crítico a todas as religiões, mas falava: “Não acredito em nada do que fala, mas vou defender até o fim o que pensa” isso sim é que é sabedoria, aceitar as diferenças. Eu sempre fui marxista e a religião sempre foi considerada uma bengala ou um atraso para o desenvolvimento. Sempre fui católica e isso era um conflito na minha vida, fui casada pelo sagrado sacramento, mas o mundo me levou para algo que a igreja não permite e não aceita. Tenho sido muito mais estável agora que deixo de crer no que sempre tive fé, deixei de ser hipócrita. Não sou casada mais, tenho uma vida mundana, estou me formando em psicologia e olhando o mundo pela lógica, pela sabedoria. Nietzsche, o maior filósofo contemporâneo nos ensina a nos despir de todos os conceitos e preconceitos, chegando ao nada (niilismo) para construir nossas verdades em estruturas sólidas, verdades concretas e isso inclui as crenças, a religião, Deus e eu fiz isso e recomendo aqueles que vêm em meu “in Box” ficar chorando pelas suas vidas em conflito com suas ex-esposas, com bloqueios em serem minhas fêmeas, que querem ser machos e putinhas na mesma hora e no mesmo espaço... Gente! Tentem retirar os grilhões que estão te prendendo na caverna escura de Platão, venham para a luz, se a luz é Deus... Que Deus? Cristão? Alá? Thor? Ou a sabedoria racional, lógica e concreta? É fácil falar que crê em Deus e divorciar, ter amantes, se vestir como mulherzinha, ser invertida e depois me acusar de ateia...
Outra música que cantam e postam para mim é “Dona”: Não levanto, não me escondo, porque sei que és minha Dona, desses traiçoeiros. Sonhos sempre verdadeiros...

Hoje não sonho mais e acho que meus escravos devem parar de sonhar e ser real, chega de virtual ou de castelo imaginário, estou no terreno aristotélico, tudo deve ser provado, materializado, lógico e por isso vamos ser realistas, gente. Os que me conhecem sabem o quanto eu lutei para manter esse blog e minha vida com os poucos recursos que tenho, agora temos a crise econômica e meus estudos, que saem do meu bolso, na letra diz: “Teus desejos, uma ordem. Nada é nunca, nunca é não...” certamente antes era assim, mas agora meu blog tem que ter especialistas e está sendo difícil mantê-lo e como nunca cobrei nada, jamais me considerei ser pró-domme ou impedir que leiam minhas postagens, o fato é que se eu não receber mimos e doações espontâneas, tudo vai ruir, tudo vai acabar, pois ser culta e atualizada, ser uma rainha e manter um Castelo é necessário receber tributos, como toda rainha e para aqueles que cantam sobre o amor e o poder (música da Rosana), sejam bem vindos e aos que já contribuem, eu só tenho a agradecer com o feedback que consigo dar “Como uma deusa, você me mantém. E as coisas que você me diz me levam além...”

terça-feira, 26 de julho de 2016

Um caso de Fetichismo de pé. (Sigmund Fred, 1914).



Este texto não foi publicado no Brasil. Freud alinha o Fetichismo, Voyeurismo e masoquismo e conclui que existe uma estrutura comum a todas essas variações da sexualidade.
A causa fundamental para explicar o fetichismo é a recusa em aceitar a falta do pênis na mãe desejada na infância e que ficou retida na memória no Id (inconsciente), “O fetichismo do pé e do calçado feminino só parece se sustentar como um símbolo, um substituto do membro adorado do tempo de infância, e depois perdido”.
Nos "Artigos sobre Metapsicologia – Os instintos (pulsões) e suas vicissidades" do mesmo ano Freud afirma, “por definição, a pulsão sadomasoquista é auto-erótica como toda pulsão...”
Devemos observar que neste texto, Freud também relata comportamento da pulsão sádica.

(Por Senhora do Castelo)

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cenas de criança de colo: Teoria de Fixação e regressão.


Quem acompanha meu Blog está percebendo que mudei meu estilo de produzir textos para algo mais didático e por isso, um texto tem haver com o anterior e isso se deve pelo fato de estar estudando psicologia, é claro, mas só desejo trazer aqui, assuntos pertinentes ao BDSM.
Pois bem, se leram os textos anteriores, viram que Freud entende a psicogêneses psicosexual (ou origens da sexualidade) através de fases do desenvolvimento das crianças na idade de 0 a 6 anos e depois dessa idade, sua sexualidade está completa, isto quer dizer que tudo que nos excita, ou é atrativo sexualmente advêm das emoções boas ou más desse período.
Quando eu falo de emoções más na infância, eu deixo claro que tais emoções más, como ódio, ciúmes e culpa não são aceitas como certas, isto é, não são emoções aceitas pelo psicológico da criança e por um mecanismo psíquico, tais emoções ou sentimentos são reprimidos inconscientemente e depois recalcados, isso significa que depois da repressão, temos o apagamento deles na memória da criança e isso se chama recalque, porque eles não foram extintos do sujeito, eles foram para uma área que Freud denomina de Id.
Até aqui, o que é importante aos leitores saberem é que quando adultos tais emoções reprimidas retorna na idade adulta como sintomas negativos para o convívio em sociedade.
Não posso entrar em detalhes nesse Blog sobre os tais retornos como sintomas, pois aqui não é um consultório de psicanálise, mas só para citar, apenas citar, quem reprimiu emoções na fase oral, por exemplo, as emoções reprimidas e recalcadas na idade de 0 a 1 ano volta com sintomas de histerismo, quem reprimiu emoções ruins na fase anal de 1 a 2 anos volta como sintomas compulsivos e por ai vai, na terceira fase denominada fálica, onde a criança descobre o prazer e o amor pela mãe, temos o complexo de Édipo e se não resolvido, o sentimento de culpa, por ter um amor incestuoso, ódio pelo pai e medo da castração é reprimido e recalcado, e isso pode explicar inúmeras perversões (termo da época de Freud) hoje chamado de parafilias.
Um adendo é dizer que parafilia não é doença, só passa a ser considerado patologia se for praticado a mais de 6 meses e interferir com a vida social da pessoa, nesse nosso caso, se impedir o relacionamento amoroso, seja com o sexo oposto ou com o mesmo sexo. Estamos falando exatamente de fetichismo e sadomasoquismo. Pois bem, se falarmos de BDSM, que é um estilo de vida consensual e racional, escolhido conscientemente, não tem nada haver com parafilia e nem com perversão, somente as idéias, o repertório que os BDSMers usam é que tem haver, mas não é doença e nem perversão, agora, se a pessoa troca literalmente o sexo pênis vagina por sadomasoquismo, ai sim é uma parafilia.
Hoje vou trazer novos termos da psicanálise para tentar compreender casos em que a emoção nessas fases foram boas e não as já citadas, que tiveram que ser inibidas ou reprimidas, mas pelo contrário.
Temos que falar em fixação e regressão, mas não estamos falando de vidas passadas, ok? Estamos falando de regredir as fases infantis da infância. Nesse novo conceito teórico, o que devemos lembrar é que nas fases citadas temos emoções que são boas, como ter o leitinho quente e doce na boca na hora da fome do bebê, ter prazer em fazer cocô quando mamãe coloca o bebê no troninho, uma sensação de realização pessoal e aqui mais um adendo. Algumas crianças, ao ter prazer em evacuar no troninho, levam seu coco para a boca e sente prazer nisso. Todos sabem que tem gente que gosta de comer fezes quando adulto, não é? Esse exemplo é ótimo para explicar o que é fixação e regressão. Pois bem, nesse caso específico, vejam que são casos raríssimos, a criança fixa esse momento de prazer em comer cocô no Id, no inconsciente e depois de adulta tem uma regressão para essa fase e vai desejar comer fezes.
Eu citei o exemplo, mas não me identifico a essas práticas, uso a palavra práticas e não comportamento para não confundirem com a teoria comportamental de Skinner, então vamos ao que eu gosto mesmo.
Meu foco é o BDSM e nesse sentido eu quero falar de sentimentos que foram bons na infância e que deram repertório a fantasias para mim e meus escravos
Existem fantasias onde o sujeito deseja ser tratado, ou punido por a imagem de uma professora severa, isso até é fácil de compreender, o libido sexual foi investido em uma professora na infância e essa emoção foi boa e ele fixou nessa fase e quando adulto regrediu.
Mas os masoquistas que querem ser absolutamente espancados, amarrados e xingados não é tão simples uma explicação por essa via.
Embora certamente tenha vários casos em que o escravo quer ser tratado como uma criança de 10 anos, como falamos, as fases vão até 6 anos, como eu poderia explicar esse menino moleque?
Na fase fálica, a criança ama a mãe, sente prazer em estar com a mãe e ele pode ter 4 anos de idade para obter a atenção da mãe, ele faz birra, provocações e por ventura ela fica brava e pode até dar umas chineladas nele.
Para algumas crianças, isso é doloroso e dá desprazer, mas para outras isso pode dar prazer, mesmo que levou as chineladas, ele sente com prazer, ele racionaliza essa "surra" transformando em algo necessário para obter a atenção da sua amada mãe.
Nesse caso específico, não explica o prazer em sentir dor ou ser masoquista, pois isso já postei em outro tópico, o masoquismo tem haver com uma ferida na célula narcísica entre a simbiose mãe e filho e na idade adulta temos uma cicatriz narcísica, mas voltando ao bebe chorão...
Pois bem, podemos entender que nessa fase, uma criança tem prazer em provocar a mãe e mesmo sendo punido por umas chineladas ele sente uma emoção boa e fixa esse momento e depois de adulto regride a essa fase e na relação amorosa com a parceira ele regride a essa fase e queira repetir tudo como era, quer se fazer de criança, provoca a "mãe" e é punido. Vou colocar um diálogo com um escravo meu para dar o exemplo, ele se chama Moleque e trocamos mensagens introduzindo na cena a tia Lia. (Minhas falas estão com letra maíscula)
NÃO TERÁ SAFE. TIRAREI SANGUE DE VC, É MUITO SÉRIO.
Moleque: Mas e se eu tiver muito marcado e ainda não chorar? Nunca fiquei assim aiiiii. Mas pra eu não sair do colo
VOCÊ PASSOU DOS LIMITES, NÃO TEREI DÓ. NÃO RESPEITA NADA E NEM NINGUÉM. ENTÃO TEREI QUE FAZER MEU PAPEL DE MÃE E DA PRÓXIMA VEZ EU TRAREI SUA TIA TAMBÉM, APANHARÁ DE NÓS DUAS...
VC ESQUECE QUEM É TUA MÃE? POIS BEM, MINHA IRMÃ, SUA TIA LIA VAI ME AJUDAR A TE ENSINAR COMO SE DEVE, AGORA VAI APANHAR DE DUAS.
Moleque: Kkkk
Lia: está rindo, Moleque, vai apanhar muito de mim também. E eu vou ganhar uma bota nova e meu kit maquiagem.
QUERO QUE SAIA SANGUE.
Lia: adoroooo. Este moleque vai aprender te respeitar.
CONTO COM VC IRMÃ.
Moleque: Apostei com a tia já. Disse que duvido kkkk
Lia: Vc falou que ia apostar e perguntou o que eu queria e isso que eu falei é o que eu quero. Vai sim seu pivete.
Moleque: Nossa . Que medo kkkk
Lia: E bom ter mesmo. Batendo neste pivete ele gritando e se esperneando querendo sair do colo da mãe dele.
Moleque inútil, idiota.
Lia: Vc vai ver,sua batata está cozinhando,seu moleque besta. 
Moleque: Então serve kkkkk
VOU ENFIAR A MÃO NA SUA CARA MOLEQUE.
Lia: Eu já vou começar a arrumar a minha mala para ir da uma sova neste merdinha. Olha ele nem vai gritar desta vez. É só ameaçar a bater e não faça um escândalo. Vai apanhar tanto e depois de ter apanhado limpa tudo, para não apanhar de novo.
Moleque: Kkkkk essa foi boa .  A empregada que limpe...
EMPREGADA? MINHA IRMÃ EU NAO SEI O QUE FIZ PARA MERECER UM TRASTE DESSES...
Moleque: Acha que me assustam? Duvido! kkkkk
            ENTÃO VAI DUVIDANDO...



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Freud e a gênese do masoquismo.

Freud foi o que mais estudou e pesquisou o masoquismo e um de seus artigos ficou claro que uma das fantasias de meu escravo chamado de moleque vem de recordações da fase infantil, que ele chama de Complexo de Édipo. Nessa fase uma criança, que já tem amor pela sua mãe, está completamente submissa e dependente de “seu algoz” e receptivo a surras como corretivos e vendo como ela se sente poderosa e feliz quando bate na criança, ao se tornar adulto e for masoquista, vai querer reviver esse fantasma de estar totalmente dependente e recebendo ordens e castigos. Vamos ao diálogo, deste ser que tem 44 anos e se comporta como uma criança de 7. Sempre me pega no hotel e depois simulamos que eu o pego na escola e vamos a lanchonete. Ele pede um hambúrguer e eu salada e já inicio as humilhações: Você me envergonha na frente de todos, seu moleque. (ele fica de cabeça baixa) Vou te dar uma surra que nunca vai se esquecer. No Motel mando aos chutes tomar banho e depois inicio as torturas com ele pelado em molhado. Ele agradece. Chora, ao mesmo tempo me desafia dizendo que não doeu e eu re-inicio as surras com rasteirinha. - Terá tesão em apanhar mais?
Moleque: Claro. Esse é meu sonho. Terei a surra da minha vida? Pra nunca mais esquecer? Eu gosto disso e quero cada vez mais...
NAO TERÁ SAFE. TIRAREI SANGUE DE VC, É MUITO SÉRIO.
Moleque: Mas e se eu tiver muito marcado e ainda não chorar? Nunca fiquei assim aiiiii. Mas pra eu não sair do colo.
VOCÊ PASSOU DOS LIMITES, NÃO TEREI DÓ. NÃO RESPEITA NADA E NEM NINGUÉM. ENTÃO TEREI QUE FAZER MEU PAPEL DE MÃE E DA PRÓXIMA VEZ EU TRAREI SUA TIA TAMBÉM, APANHARÁ DE NÓS DUAS...

Por Senhora do Castelo.

Conflitos de um submisso existencialista.



Para Freud só existem três tipos de pessoas: Neuróticos, psicóticos (doidos e loucos) e perversos. Eu me considero um homem extremamente racional e tenho aversão a fracassados, que levam o fracasso para seus filhos e se perpetuam, porque eles competem com os filhos. Meu racional transforma em questão de honra vencê-los e vencê-los significa não só ser "bem sucedido", mas ser o homem para sua esposa. Fica impossível aceitar quem é perverso no sexo e normal no resto e quem é normal no sexo é neurótico no resto. E eu preciso entender meus desejos de ser invertido, ser sua escrava para a minha vida ter sentido. Não posso me transformar em uma travesti, racionalmente falando, porque seria a vitoria deles. Entende meu conflito? E eu continuo querendo e pior ainda, entregar-me a uma rainha sádica cada vez mais sem ter direitos as minhas vontades, mas realizar a sua, ser seu escravo, melhor, escrava da Senhora do Castelo. Vivo essa guerra ha 44 anos. Por isso que imploro que me transforme em sua escrava 24x7 será minha libertação e um dos meus maiores desafios, já que não tem como eu evitar. Pq gosto de dar meu rabo: Perversão? A Senhora pode explicar melhor? Explica-me vai... Porque sou perversa?
Esse escravo em especial sabe que eu sou 100% ativa e que não rola sexo papai e mamãe comigo, e ele sabe que se entregar-se 24/7 está assumindo sua perversidade ou parafilia por livre e espontânea vontade. Ele tem fatores inibitórios que o levam a um conflito e tem que lidar com isso, tem que reconhecer que nasceu para servir, isso já está bem claro desde o século XIX por Freud, uma pessoa que teve algum trauma na fase do complexo de Édipo, quando adulto será ou sadomasoquista ou fetichista. Nesse caso ele me parece os dois, quer ser travesti, mas o racional (superego) não o permite, quer ser minha escrava e ser invertido quando eu desejar usá-lo. Ótimo, pois somente através de uma pessoa dominadora alpha como eu é que pode rebaixar sua insignificância de macho e através da minha dominação, dos meus métodos, consigo baixar suas defesas racionais e transformá-lo naquilo que sua psicogênese sexual o fez, uma masoquista feminina com desejos de se submeter-se a uma mulher dominadora, talvez como uma lembrança de suas fantasias libidinosas da infância, onde foi totalmente dependente de sua mãe e agora quer reviver essa experiência comigo, isto é, ser uma criancinha totalmente indefesa em minhas mãos, ou melhor, sob meus pés e sendo usada e abusada por sua dona. Não quer ser travesti? Se entregue de corpo e alma e eu farei de você a minha putinha eterna, venha lamber minhas botas, porque é para isso que você serve e que se dane sua razão, a razão agora sou eu, eu sou sua consciência, seu desejo e seu algoz, submeta-se e pare de se lamentar. Quero seu rabo.

Por Senhora do Castelo

Respondendo a um escravo que é corno e gosta de inversão: Porque eu gosto de dar?


Essa é a pergunta mais freqüente devido eu gostar 100% de inverter meus escravos e eles se acharem homossexuais e não tem nada haver. O fato de gostar de “dar” é porque existe um prazer quando se massageia a próstata. Ponto final. Quem nunca curtiu isso é devido a fatores inibitórios de sua cultura, os latinos morrem de medo de serem taxados de gays. Falam que se sentem menos homem ou viril e quanto a inversão com feminização tem duas explicações, uma um puro fetiche de se vestir de mulher outra está ligado ao masoquismo feminino definido por Freud em um de seus artigos, que simplificando, existe no imaginário do homem uma sensação de que a mulher é submissa, usada e desejosa de ser penetrada e sendo masoquista, seria uma forma de se submeter, ou eu meter neles (risos).
Gosto de ver minha mulher dando para um macho que eu considere mais viril. Por quê?
Nos EUA se chama cuckold e aqui fantasia de corno e foi muito bem estudado por Lacan. Existe uma lembrança muito forte dos homens adultos de seu amor pela sua mãe entre 3 a 4 anos quando estão na fase fálica e se dá o complexo de Édipo. O que Lacan entende é que se por acaso o filho presencia a mãe com seu pai na cama ou por comentários deles, isso cria o desejo de ser o pai ou de ver o pai com a mãe e ele se imaginar como pai, mas somente vendo (voyer). Essa lembrança infantil pode ficar como uma fantasia erótica quando adulto. Como sua esposa ou namorada é a substituição do amor que sente pela mãe, é comum ter fantasias nesse sentido, isto é, ver a esposa transando com um macho, se for masoquista, ele entra ativamente na cena sendo um capacho da esposa ou dos dois.
Por Senhora do Castelo

Perversão, neurose ou BDSM?


Quando eu inicio um submisso a ser uma de minhas cadelas, existem conflitos e dúvidas deles que os fazem sempre recuar na entrega e somente depois de eu usar meus conhecimentos adquiridos na faculdade e nos meus contatos de profissionais da área mental é que eles se soltam.
Como estou estudando o BDSM na ótica de Freud, muitos pretendentes a serem minhas cadelas ficam me questionando, rotulando-se e perguntando, sem nem mesmo terem conhecimentos básicos de psicanálise ou pior ainda, autodiagnosticando-se sem nem uma sessão de psicoterapia, mas algumas coisas é bom falar. Perversão é um termo que hoje seria parafilia, isto é, uma pessoa que troca o prazer orgástico do coito genital (Pênis-vagina) por outro tipo de prática, onde o sexo coital está totalmente descartado, em outras palavras, não se vai para a cama depois de uma sessão de sadomasoquismo, ou inversão ou podolatria, por exemplo. Vamos às perguntas mais comuns.
Li o texto sobre Freud. O que é um neurótico? E um psicótico? Onde entra o sadomasoquismo?
A diferença é a seguinte, uma pessoa que é rotulada como neurótica tem sintomas neuróticos e não conseguem se livrar deles, tipo tiques, pensamentos repetitivos, rituais, crises histéricas que impedem de levar uma vida normal na sociedade sejam na família ou no trabalho, mas na cama eles são perfeitamente normais, sexo pênis-vagina e até pode ter fantasias, como o BDSM, podolatria, inversão, feminização, mas só de brincadeira, só para apimentar a relação, no caso de gostar de chuvas também não  são consideradas perversão, tem fantasias de comer fezes, tomar urina, enfim, mas vivem sem isso para se relacionar com suas parceiras. Podem ter impotência sexual, mas veja que ele quer penetração, com uma parceira, enfim, é isso que é neurótico, pessoas que tem vida sexual saudável e dentro das normas estabelecidas pela sociedade, mas suas personalidades apresentam sintomas visíveis na vida social. Já os perversos nunca aceitam o coito pênis vagina, mas todos nós podemos ter traços dos neuróticos em nossa personalidade, ser mais obsessivo, ou ter tiques ou rituais, mas que não interferem em sua vida social.
Por Senhora do Castelo.

Ser ou não ser? Eu transformo e será.


Não adianta ficar lutando contra seus desejos mais íntimos e proibidos pela sociedade, ou seja, podem lutar e lutar... Não conseguirão escapar daquilo que eu vou transformar. Depois que eu liberto desses preconceitos ocorre o contrário, são eles quem pede, quase imploram para acontecer e isso é porque quem domina o desejo não é racional e não se pode lutar contra o que dá prazer de verdade. O que te dá prazer vem lá de dentro e é incontrolável.
Vejamos um caso específico: “Senhora, eu sou completamente dócil e domável e quero ser domado e usado como mulher, ser abusado. A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais? Quero te pertencer, implorar por mais. A minha razão é que me faz evitá-la, fugir de uma relação mais profunda, é minha maior inimiga. Ajude-me a reduzir sua influencia sobre as minhas escolhas e me terá como sua puta efeminada para sempre. Lembrando que essa é uma fase de decisões gerais e definitivas na minha vida, pois quero a sua influencia cada vez mais decidindo minha vida”.
Como posso explicar de forma didática algo tão complexo? Seria um reducionismo, mas nesse blog todos esperam algo lógico e analisando de forma prática temos um escravo culto e racional ao extremo que está desejoso de se feminizar. Dentro do superego, ou seja, das pressões sociais, encontra-se forças inibidoras devido a uma necessidade de socialização de todos numa sociedade e dessa forma essas forças criam em pessoas mais racionais repugnância a comportamentos inadequados, que vão impedir um relacionamento moral cristão através da educação, que orientam para seu objetivo de procriar e ter filhos, além do papel de ser um homem masculinizado e possuir mulher, mas que podem conduzir o sujeito para um bloqueio total de seus desejos que não se enquadram na RAZAO aprendida, chegando a renunciar ao ato sexual, caso não possa realizar sua fantasia.
O que fazer nesses casos. Vejam que ele pensa em uma técnica mais cognitivo comportamental: “A Senhora pode criar em mim um comportamento repetitivo que me faça querer ainda mais?” Mas como eu disse, aqui temos duas forças contrárias, sua razão cria fatores inibitórios (superego) e seus desejos querem perverter as normas sociais e ser feminina e isso vem do inconsciente, do Id. Dessa forma, primeiro eu devo mostrar que nós somos normalmente ambíguos, temos desejos opostos ao mesmo tempo e não adiante eu ficar “criando” comportamentos, mas sim mostrando que ele tem bloqueios racionais vindo da sua cultura e que seus desejos do Id estão aprisionados, recalcados, bloqueados. Somente quando ele entender que essas forças ativas relacionadas da pulsão sexual podem muito bem ser normal, isto é, que desde sua formação sexual na infância criaram formas diferentes de obter prazer, ser invertido, ser um objeto em minha mão, ser uma massa moldável por uma mulher dominadora é que ele vai se realizar, mas não existe uma explicação tão simples, não adianta eu falar algo de causa e efeito porque necessita ser submetido a uma psicoterapia e somente ai descobrir quais são seus fantasmas que estão incomodando hoje seus desejos. O fato é o seguinte, na nossa gênese da sexualidade, podemos seguir uma forma baunilha ou sadomasoquista e isso somente se descobre quando a pessoa tem um desejo incontrolável de ser uma cadela, uma putinha nas mãos de uma sádica ou ser transformada em minha sissy totalmente submissa... Qual a resposta para isso? Se entregue a mim sem preconceitos, porque eu sei a resposta.
Por Senhora do Castelo.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Um Sonho realizado: Sou sua vadia Senhora.



Vou reproduzir uma carta que recebi e tudo é literalmente o que eles escrevem para mim, vejam.
Lembra como eu gostava. Queria dar uma de machão e você me obrigar tudo ao contrário: mandava vestir-me de calcinha e apanhava muito na cara sem dar um pio...amarrava meu pênis para traz..Me fez entender que não sirvo pra ser mais homem só um corpo inútil. Igual a senhora, eu não encontrei ninguém. Gostava quando me obrigava a vestir calcinha, vesti só para enviar uma foto. Você vestiu em mim. Não lembra? Até me deu uma de presente. Vestiu-me e mandou-me ficar com ela por baixo, uma pretinha. Depois me amarrou puxou pinto para traz e fotografou. Deu muito tapa na minha cara. Mandou-me dormir assim e não te perturbar... Que delicia aqueles tapas bem fortes. Sabe o que mais me impressionou? A forma com que você se transformou na hora que falou séria comigo. Deu os tapas na cara e me fez calar. Você é real. Estou louco pra arrumar um emprego de sua empregadinha e aí sim muda tudo para mim. Quero sofrer nas tuas mãos de novo, mas agora ser uma vadia real para a Senhora do Castelo.  Queria dar uma de machão e você me obrigar vestir calcinha novamente e a força e bater muito na cara eternamente. Bem seria dando ordens e nunca mais ser homem, amarrado a sua cama, nos pés da cama, ouvir xingamentos por meus serviços não estarem a seu gosto, todo tempo assim, como sua putinha, sua cadela, ser usada invertida quando desejar.
Conclusão: Não houve um sequer que não investi e eles sempre voltam aos meus pés, não existe ninguém como eu.

Por Senhora do Castelo.

Mundo paralelo, escravos que vão e vem.


Tudo que eu faço é com paixão, já me falaram que paixão é doença, que é patológico, sou um doente terminal? Não, e creio que ser apaixonada eternamente é bom demais e eu sou a contradição de Schopenhauer, que sempre definhou as românticas como eu. Sou uma mulher sádica, mas não quer dizer que não sou mulher e tenho emoções tão fortes como os golpes do meu chicote.
Parece mesmo que existem dois mundos, um para nossas fantasias, desejo, realizações dentro da dor, humilhação, degradação e sofrimento que somente eu consigo proporcionar para meus súditos e cadelas sem nenhum pingo de vergonha e constrangimento, e outro que eu chamo de sociedade hipócrita, mas que devo admitir, é o mundo onde se provem de títulos, capital e conforto moral, espiritual e familiar.
O mundo do desejo acontece geralmente no mundo virtual, gente se rastejando por um punhado de migalhas ou a pisada forte das minhas botas,  e no mundo concreto e confortável se dá as grandes realizações dos homens de negócio e das mulheres, quase sempre desejosas e frustradas que infernizam seus maridos não dando o prazer que seria o razoável e ai eles querem sofrer e ser adestrado no meu mundo, onde só existe lágrimas, dor e entrega e preferivelmente, entrega de suas bundas.
São sempre as mesmas perguntas, leia: “O que fazer? Como faço para ter a senhora novamente? A senhora sabe que eu gosto. Disso a senhora tem dúvida? Gostaria novamente? Queria novamente? Por que não?
Deveria deixar gravadas as respostas, porque todos vocês são cadelas. Cadelas tem vida curta e servem para ficar nos meus pés, sendo adestradas e isso dá muito trabalho e poucos ganhos, embora muito prazer em usá-las como minhas putinhas.
Diante de minha negação de nova chance é comum ouvir, leia: “E se eu tentar mudar? Tentar melhorar?”
Colocando de forma didática a situação, se conhece Freud sabe que um homem se define até os 6 anos de idade. Ou se é uma coisa ou se é outra, mas se já se mostrou um homem que vive em mundos distintos, um mundo que vive confortavelmente o seu Ideal e outro para realizar suas frustrações e recalques. Eu não sou a mãe do Édipo cadela, eu sou uma mulher de fibra, uma Domme. Uma mulher sádica é isso que sou e sempre fui, não tenho dois mundos, só o meu e se você quer que eu fique realizando suas fantasias infantis, ou curando sua ferida narcísica, está falando com a pessoa errada.
Então eu sei distinguir o que vive para mim e o que vive em um mundo paralelo, isto é, na caverna de Platão: Um idealista que só quer me iludir. Vão com seus ideais para outro palácio, porque aqui é masmorra mesmo.
Senhora do Castelo.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Sadismo a flor da pele



Freud teve seu mérito entre todos os neurologistas que tratavam histeria porque escreveu a interpretação dos sonhos, coisa que seus colegas ficaram somente na hipnose e cura pela palavra, sendo que na interpretação dos sonhos de seus clientes, chegou a resultados muito mais rápidos e precisos levando a uma melhora dos sintomas significativamente. Nessa mesma época surgia o cinema e ele disse que essa tecnologia seria a coisa mais próxima para poder representar o que se passava nas imagens oníricas de seus clientes e por isso, na faculdade temos que assistir muitos filmes, pois os cineastas mostram em imagens e sons o que nenhuma palavra pode descrever.
Uma coisa que eu gostaria de compartilhar com meus leitores desse blog é que nossa ética e moral BDSM prevê todas as práticas dentro do são seguro e consensual, mas as pessoas que escrevem para mim e estão no plano do imaginário, nem se tocam com isso, imploram ser degradados, surrados e outros até orquestram o desejo de ir muito além do aceitável em suas punições e degradação, quanto mais sórdido é o sádico, mais eles gostam e pedem por isso.
Tenho assistido muitos filmes com sadismo ao extremo e com tais provocações de masoquistas desejosos de alguém que os coloque numa situação sub-humana voluntariamente, que criam uma imagem de uma mulher sádica sem escrúpulos e extremamente violenta e cruel, resolvi escrever livremente fantasias que os filmes inspiraram a mim e a meus escravos e cadelas. Dessa forma, devo dizer que são apenas fantasias, já que nos sonhos Freud nos explica que são desejos reprimidos sendo revelados sem a tal proibição, inibição ou censura, dessa forma, não estou levando em conta o SSC de propósito.
Um dos filmes mais cruéis que assisti foi O Albergue, onde um grupo de pessoas seqüestram jovens para clientes com instintos sádicos. São retirados a força desse albergue e presos vivos numa mesa para que o sádico possa torturar, física e psicologicamente, um corpo humano vivo totalmente imóvel para que use-o como desejar, seja sexualmente, seja causar dor ou mesmo para retirar partes do corpo. Gritos e choro são ouvidos constantemente e esses corpos são dilacerados friamente com lâminas dos mais diversos tamanhos e até serra elétrica. Na mesma linha temos o filme A Presa onde um velho captura suas vítimas e, depois de sedada, amputa suas pernas, para que viva eternamente rastejando pela casa, tem que implorar para comer, para tudo, ele fica nas mãos do sádico, não conformado com tanta dor, humilhação e degradação do ser vivo, ele retira a língua para que somente possa urrar sua dor e desespero e finalmente, amputa parte de seus membros superiores, transformando-o numa espécie de Leão marinho, além de ter que rastejar, agora tem que se equilibrar para andar e é alimentado somente com peixes cru como se fosse uma foca.
Eu tenho cadelas como escravos, tenho muitos que viveram e vivem comigo e somente permito que andem de joelhos na minha casa, como cães domados, bebem e comem em tigelas no chão, são severamente punidos com chicotes, como se eu adestrasse leões, sendo que as chicotadas são para tirar o couro. Desejam ser marcados eternamente com ferro quente (Branding) com as iniciais SC sem anestesia, sem qualquer alívio para suas dores. Já presenciei esse tipo de tortura, os gritos de dor quando o ferro entra na pela é lacerante e horrível, mesmo com mordaça e o cheiro da carne fritada é indigesto, mas a expressão de sofrimento e crueldade é um gozo imensurável, imaginem se eu tenho o poder de amputar partes do corpo, castrá-los como cadelas inúteis que são ou torná-las apenas um ser rastejante eternamente aos meus pés?

Por Senhora do Castelo.